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Armazenamento de lubrificantes: 5 dicas que você precisa conhecer

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O desempenho dos equipamentos industriais tem grande impacto nos resultados da empresa como um todo. Não é à toa que a manutenção e a gestão da cadeia de suprimentos vêm se tornando processos estratégicos das organizações. Nesse sentido, uma das atividades que nem sempre recebe a devida atenção é o armazenamento de lubrificantes.

Por se tratar de uma substância de uso tão abrangente, nem todo mundo sabe exatamente quais os cuidados necessários. Entretanto, como acontece com o armazenamento da matéria-prima como um todo, é fundamental que qualquer estoque do produto tenha seu nível de qualidade controlado.

Para falar sobre o tema, entrevistamos Wellington Alves de Freitas, gerente técnico de produtos da PETRONAS, que compartilhou conosco seu conhecimento sobre o assunto. Confira!

A importância de armazenar lubrificantes corretamente

Quando falamos de lubrificantes, é importante ter em mente que existem diversos tipos de compostos, cada um com suas características, objetivos, modo de uso etc. Por isso, o próprio desempenho dos equipamentos nos quais um óleo é utilizado depende do seu armazenamento adequado.

Como você verá nas dicas que reunimos aqui, existem questões que vão muito além do prazo de validade do produto. Um segundo ponto é a própria segurança das instalações. Afinal, alguns lubrificantes são produtos inflamáveis e, consequentemente, geram risco de incêndio se estiverem perto de fontes de calor.

Além disso, a questão ambiental está sempre relacionada ao uso dessas substâncias. A substância deve ser usada de forma controlada para que não cause impactos indesejados, como a contaminação do solo ou da água. Embora o prejuízo ambiental seja enorme nesse tipo de situação, vale lembrar que não é o único impacto negativo para a empresa.

Afinal, existem legislações relacionadas à proteção do meio ambiente que podem causar prejuízos até mesmo no âmbito financeiro, caso um incidente ocorra. Por isso, vale a pena tomar as devidas precauções na hora de estabelecer uma estratégia para lidar com esses produtos.

Qual é o tempo máximo de armazenamento?

Existe um mito de que não há motivos para se preocupar com o prazo de validade dos lubrificantes. A razão é que, por se tratar de uma substância não-perecível, não haveria problemas em mantê-la armazenada por muitos anos. Entretanto, a realidade não é bem assim.

Há alguns anos, a Europa e os Estados Unidos começaram a adotar 5 anos como a validade máxima — um movimento que foi seguido pelas principais produtoras, inclusive no Brasil. O motivo é simples: garantia de qualidade.

Ainda assim, é possível encontrar lubrificantes com validade de 2 anos, especialmente “algumas categorias como o fluido de freio, que não é à base de óleo mineral e sim de glicóis”, explica Wellington Freitas — “Ele pode absorver umidade mesmo na embalagem”, completa. Isso faria com que ele perdesse algumas das suas características fundamentais.

Variações de acordo com a substância

Considerando essas exceções, é possível ter como referência o prazo de 5 anos para a maioria dos lubrificantes — algo que trataremos em mais detalhes na primeira dica da nossa lista. Nesse período, eles se mantêm estáveis. Porém, o armazenamento pode afetar essas categorias diferenciadas de óleo.

Como explica Wellington, o tempo pode fazer com que “os aditivos apresentem uma tendência de se depositar no fundo da embalagem; assim, ele (o lubrificante) pode deixar de ser homogêneo e apresentar partes diferentes de seu conteúdo”.

Por isso, após o prazo, a melhor estratégia é fazer o descarte adequado do material. Tendo isso em mente, vamos então às nossas dicas.

5 cuidados essenciais para o armazenamento de lubrificantes

Como mencionamos, os lubrificantes podem apresentar particularidades que impactam até mesmo o tempo de armazenamento. Por isso, nossas dicas vão do mais básico até questões mais específicas de cada óleo. Confira!

1. Observe as características específicas

Definir a estratégia de logística e estoque da sua empresa depende do tipo de produto com o qual você está lidando. O lubrificante é inflamável? Qual seu prazo de validade? A compra será feita em tambores ou embalagens plásticas? Qual o tempo previsto para o uso?

Um óleo de motor costuma vir com as informações no rótulo indicando, por exemplo, que ele deve ser armazenado em local limpo, seco e isento de calor. Tudo isso interfere no seu planejamento e, portanto, deve ser documentado como base para o controle desse material.

2. Armazene em áreas fechadas

O ambiente de armazenamento deve ser coberto e sem umidade, além de protegido e afastado das fontes de calor. O ideal é que não ocorram grandes variações de temperatura no ambiente para que não cresça o risco de instabilidade em relação à homogeneização. Pelo mesmo motivo, é importante evitar também que eles fiquem expostos à luz solar.

3. Previna contaminações

As áreas fechadas também ajudam a prevenir contaminações da água e do solo. Entretanto, isso exige um cuidado a mais com os tambores. Estamos falando da superfície sobre a qual eles ficarão. De forma alguma, os lubrificantes devem ficar no próprio chão, pois pode haver corrosão na embalagem metálica. Caso não haja uma estrutura própria para os tambores, utilize paletes.

4. Mantenha-os nos recipientes originais

A troca de recipientes pode causar a contaminação dos lubrificantes, ainda que seja por umidade ou substâncias do próprio ambiente da empresa. O ideal é mantê-los no mesmo recipiente enquanto estiverem armazenados, já que os fabricantes tomam os devidos cuidados para que eles sejam mantidos protegidos nas embalagens. Mantê-los fechados até o momento do uso também é fundamental para evitar a corrosão ou que outras sujeiras se misturem ao óleo.

5. Fique atento à posição dos tambores

Na indústria, a área de contenção costuma contar com paredes de, ao menos, 30 centímetros e piso impermeável para evitar contaminação. Porém, os cuidados com o posicionamento também merecem atenção especial. No caso de tambores, o ideal é que eles sejam mantidos na horizontal (deitados) nas prateleiras, com as duas tampas também na horizontal.

Essas tampinhas servem para que o ar entre enquanto o óleo estiver saindo, dando vazão ao produto. Elas devem ficar na horizontal para que o próprio lubrificante sirva de vedação, evitando que a umidade entre por elas. Lembre-se, é claro, de garantir que haja proteção para que eles não saiam rolando e causem acidentes.

Se for preciso mantê-lo em pé, por algum motivo, o ideal é manter as tampas para baixo. Não há risco de abrir, já que elas são lacradas. Além disso, se o tambor for aberto para uso parcial da substância, o ideal é vedá-lo após fechar.

São dicas simples, mas que fazem uma grande diferença no dia a dia da empresa, a curto, médio e longo prazo. Por isso, coloque-as em prática e promova a qualidade no armazenamento de lubrificantes. Sua empresa só tem a ganhar!

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