Lubrificação

Graxas lubrificantes para máquinas agrícolas: como fazer o uso adequado

As graxas lubrificantes têm papel fundamental em garantir a confiabilidade e disponibilidade de máquinas agrícolas. Entretanto, escolher qual usar e aplicar corretamente o produto são cuidados que podem fazer muita diferença, tanto na vida útil dos ativos quanto na redução de custos com manutenção. Isso porque elas têm ação direta na preservação dos equipamentos, atuando como importantes barreiras contra as adversidades do trabalho. E, no campo, elas são muitas, tendo a lama e a poeira como os principais exemplos.

Para fazer o uso adequado desses insumos, é importante conhecer alguns princípios básicos. O espessante mais adequado e o ponto de gota, por exemplo, são determinantes na hora de planejar a relubrificação com graxa. Mas, para entender melhor esses detalhes e poder explicar como fazer o uso adequado desses produtos, conversamos com o especialista técnico da PETRONAS, Bruno Hauber.

Neste artigo, traremos as principais recomendações e indicações de graxas lubrificantes. Acompanhe.

O que considerar na hora de escolher graxas lubrificantes

Segundo Hauber, as graxas lubrificantes cumprem diferentes e importantes funções no maquinário agrícola. “Além da lubrificação, são responsáveis pela proteção e vedação dos equipamentos. Como o ambiente é mais agressivo, é preciso impedir que as sujidades e outras partículas sólidas entrem nos sistemas. Se isso acontecer, a máquina pode, inclusive, entrar em colapso”. 

Apesar de toda a diversidade de ativos que existe em uma propriedade, os objetivos do produto seguem os mesmos para todos: lubrificação, proteção e vedação. A aplicação, também, é bastante semelhante em diversos equipamentos. Em todos os tipos de tratores, por exemplo, a graxa lubrificante serve para os rolamentos das rodas, pinos e buchas; já nas colhedoras, as plataformas e partes móveis, também, devem ser contempladas.

Embora as graxas lubrificantes tenham essas similaridades de função e aplicação, elas se diferem muito no que diz respeito às especificações. Por isso, nem sempre a que tem um bom desempenho nos implementos, é adequada para o uso em outras máquinas. Acerca disso, Hauber pontua: “consistência, sabão e fornecedor. Esses são os três pontos de avaliação mais importantes para escolher o insumo correto”.

Os sabões, como são chamados os espessantes que compõem as graxas, são encontrados em diversas versões, o que implica, claro, em diferentes recomendações de uso. Abaixo, você confere a tabela com as principais indicações de cada um:

Case de sucesso: como o agronegócio ganhou performance com PETRONAS Hydraulic 68
EspessantePonto de gotaLavagem por águaAplicações típicas
Cálcio80ExcelenteLocais sujeitos à umidade
Sódio160BaixaLubrificação frequente, porém, sem umidade
Lítio180AltaAplicações automotivas e industriais
Complexo de cálcio260BaixaMancais sujeitos a altas temperaturas
Complexo de lítio260AltaMancais sujeitos a altas temperaturas

Vale lembrar que o ponto de gota se refere à temperatura que uma graxa lubrificante pode ser exposta sem passar do estado sólido para o semissólido. Na tabela, especificamos, também, a resistência à lavagem, importante para o agronegócio por conta das condições de trabalho das máquinas, bastante sujeita à umidade

Ainda de acordo com o especialista técnico da PETRONAS, o manual do fabricante deve ser o principal guia para os responsáveis pela manutenção. Lá constam todos os requisitos de desempenho necessários para a graxa e quais os intervalos de relubrificação sugeridos. Seguir o que foi determinado pela desenvolvedora da máquina reduz as chances de erros de aplicação e, também, ajuda a entender qual é a vida útil da graxa, minimizando os riscos decorrentes da falta de lubrificação dos equipamentos.

Ao lidar com graxas lubrificantes, evitar a contaminação é o principal cuidado. Deve-se ter atenção a todas as etapas que envolvem o produto, desde o armazenamento, passando pelo transporte e, claro, na hora da aplicação. No momento de engraxar os equipamentos, também, é preciso saber, com exatidão, a quantidade que será aplicada. Isso porque o excesso de graxa  acarreta problemas tão graves quanto a lubrificação insuficiente dos sistemas, como elevação da temperatura operacional, sobrecarga das vedações e vazamentos. 

Graxas lubrificantes: as indicações do especialista da PETRONAS

Para rolamentos e mancais de esfera, a graxa lubrificante PETRONAS Tutela MR 2 EP é o produto mais completo. Formulada à base de sabão de lítio, contém aditivos de extrema pressão que a tornam ideal para a operação sob cargas severas. Por possuir um alto ponto de gota, também, é própria para atuar em uma ampla faixa de temperatura sem perder suas características”, explica Hauber. Além disso, oferece ótima aderência, o que impede que seja deslocada por conta da vibração do equipamento.

O especialista técnico da PETRONAS, ainda, especifica outras graxas lubrificantes e suas aplicações:

  • Plantadeiras: PETRONAS Tutela Jota MP 2 EP, também à base de sabão de lítio, contém propriedades que asseguram a estabilidade química e mecânica mesmo após exposição a altas cargas e desgaste térmico.
  • Pinos e buchas: PETRONAS Tutela MR-LM, com lubrificante sólido incluído na formulação, que confere ao produto características de proteção em lubrificação limite, acarretando redução de desgaste.
  • Colhedoras de algodão: PETRONAS Tutela Jota CA, resistente à água, de modo que pode ser usada em condições de umidade ou em contato direto com água.

Como você pôde perceber, a linha PETRONAS Tutela oferece uma série de opções para os mais variados usos no agronegócio. Para conhecer o portfólio completo, entre em contato conosco.

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