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Soft e hard skills: quais habilidades a indústria 4.0 precisa?

Quem lida com a gestão de pessoas pode até não saber o que significam, literalmente, soft ou hard skills, mas, certamente, vê seus impactos diariamente. Em uma indústria, onde diferentes colaboradores interagem entre si, é fácil perceber aqueles que têm total aptidão para as tarefas técnicas ou quem se sai melhor nas relações interpessoais. Reconhecer essas potencialidades é uma das funções, hoje, mais importantes para líderes e gestores.

Há um tempo, recrutar novos colaboradores se resumia a um processo minucioso de análise curricular. Eram avaliadas a formação, experiência na função e outras capacidades técnicas, como cursos complementares. É claro que essa ainda é uma ótima ferramenta de seleção. Entretanto, essas habilidades (hard skills) agora dividem espaço com outras, aquelas relacionadas ao comportamento, as chamadas soft skills.

A diferença entre esses dois conceitos foi muito bem definida pela chefe de marketing da iCIMS, Susan Vitale: “hard skills é o que você faz, soft skills é como você faz”. Ou seja, essas competências não são excludentes, mas, sim, complementares. A chegada da Indústria 4.0 potencializou a busca pelo equilíbrio entre elas, dando destaque às habilidades antes negligenciadas pelos recrutadores.

Neste artigo, você conhecerá quais as hard e soft skills mais importantes para se destacar no mercado de trabalho, especialmente, na indústria. Acompanhe.

Por que a Indústria 4.0 potencializou a busca pela soft skills?

A chamada manufatura avançada modificou a tecnologia que estávamos habituados. Agora, as máquinas podem interligar setores, tomar decisões baseadas em relatórios, como os sensores de irrigação do agronegócio, e digitalizam os processos da indústria. Parece natural, então, que as habilidades técnicas estejam cada vez mais em voga, certo? 

Mas, o que realmente ocorre é que, com tanta tecnologia, as capacidades humanas ganharam ainda mais destaque. Afinal, como a intervenção nas máquinas já não é mais tão necessária por conta das automações, é preciso que os colaboradores ofereçam aquilo que jamais será substituído pelas inovações. Criatividade, bom relacionamento interpessoal, autogestão e inteligência emocional são alguns exemplos.

Para muitos gestores, encontrar tais características tem se mostrado uma grande dificuldade na hora de realizar a seleção ou avaliação dos colaboradores. Ao contrário das habilidades técnicas, as hard skills, que são facilmente mensuráveis, as soft exigem mais atenção e observação por parte das lideranças.

Hoje, em uma planta industrial, os setores já não trabalham mais de forma isolada. Eles estão interligados e devem atuar em consonância com os objetivos organizacionais. Justamente por isso, é imprescindível que todos tenham suas soft skills desenvolvidas, independentemente do nível hierárquico.

Quais habilidades procurar e desenvolver nos colaboradores?

É claro que nada, nunca, substituirá a boa e tradicional análise curricular. Entretanto, a gestão de pessoas em um mundo 4.0 não pode se ater apenas a isso. Isso porque, especialmente em grandes empresas, há a ideia de que as hard skills podem ser desenvolvidas após a contratação

Abaixo, elencamos as soft e as hard skills mais importantes, hoje, para a indústria.

Disciplina e autogestão

Antes da pandemia de Covid-19 em 2020, quase 4 milhões de brasileiros já trabalhavam em regime de home office. Esse número, evidentemente, deu um salto frente às restrições impostas pela crise sanitária e 43% das empresas adotaram o modelo. Muitas delas pretendem, inclusive, manter o modelo remoto. Com a indústria cada vez mais automatizada e conectada, certas funções já não precisam da presença do colaborador para serem realizadas.

Mas, quando falamos em home office, não podemos deixar de falar das duas características que abrem esse tópico: disciplina e autogestão. Com os líderes ocupando posições cada vez mais estratégicas e menos dedicados ao controle de tempo e produtividade, cabe aos profissionais esse autogerenciamento.

Criatividade

Não importa qual o cargo ocupado ou da função desempenhada, a criatividade é fundamental para a Indústria 4.0. Ela se mostra por meio de decisões estratégicas baseadas na análise de dados, na resolução de problemas antevistos e na antecipação de demandas do mercado.

Steve Jobs dizia que a “criatividade é a arte de conectar ideias” e nenhuma época é tão propícia a exercitá-la do que a que estamos vivendo. Ter ciência do processo como um todo, permite visualizar melhor o que há de concreto para, então, propor uma solução. Ver e entender as ideias é a melhor forma de estabelecer uma relação entre elas.

Inteligência emocional

Exatamente por lidarmos com processos tão avançados que essas aptidões, tão humanas, têm se mostrado cada vez mais necessárias no ambiente industrial.

Autocontrole e autoconhecimento, assertividade e empatia são características que ganham destaque. Com equipes cada vez mais multidisciplinares e complexas, conseguir trabalhar harmoniosamente com diferentes perfis também é esperado daqueles que atuam no segmento.

Capacidade técnica

Parece óbvio que a capacidade técnica seja imprescindível para atuar na indústria. Entretanto, agora, as hard skills necessárias não se restringem apenas à área de formação. É esperado que o profissional 4.0 tenha conhecimento amplo, uma vez que, como mencionamos, o processo agora é holístico, não segmentado por tarefas.

O colaborador precisa saber um pouco de tudo, ser multidisciplinar. Assim, é possível compreender melhor o objetivo de qualquer projeto, adotando uma visão sistêmica do processo que pode antecipar problemas e dar à luz novas idéias.

Os empregos manuais, os chamados “chão de fábrica”, de fato, serão substituídos por máquinas que supram essa necessidade, de maneira mais produtiva e econômica. Entretanto, qualidades humanas como as que listamos acima não apenas são insubstituíveis, como fundamentais para a implementação de uma indústria mais moderna.

Além desse trabalho, outras funções também estão sendo postas em xeque. Analistas de dados e profissionais que atuam na busca por padrões, são as mais vulneráveis diante à evolução tecnológica. Enquanto isso, cargos que se ocupam de percepção, estratégia e criatividade ainda não têm previsão de extinção, mesmo com tantos avanços na área da Inteligência Artificial.

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