Manutenção Industrial

Redutor de velocidade: qual a importância da lubrificação dessas peças?

No agronegócio, os redutores de velocidade estão presentes em quase todas as máquinas. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores e muitos outros equipamentos dependem deles para se manterem produtivos. A função do componente é bastante conhecida: ele é o responsável por diminuir a velocidade de rotação do acionador ― comumente, um motor elétrico ―, deixando-a de acordo com a exigida pelo dispositivo a ser movimentado. Ou seja, nas máquinas agrícolas, ele adequa a rotação gerada àquela que é necessária.

A manutenção dos redutores de velocidade, claro, precisa ser rigorosa. Isso porque, quando falamos no agronegócio, as condições externas exigem ainda mais cuidado com esses componentes. Contato direto com a cultura, a terra e a umidade são alguns dos motivos pelos quais a lubrificação correta dessas peças deve ser a prioridade de quem realiza as rotinas preditivas e preventivas.

Outro fator importante é que as máquinas agrícolas têm, em sua maioria, dois tipos de redutores: o que atua na transmissão, atenuando a velocidade gerada pelo motor, e, também, os redutores finais. “Esta é uma categoria de componente bastante pesada. Ele diminui ainda mais a velocidade para proporcionar mais torque às rodas. Por conta da localização no equipamento, há muita exposição a contaminantes e abrasivos, como o silício”, explica o especialista técnico Bruno Hauber.

Para entender mais acerca das particularidades da manutenção em redutores de velocidade, conversamos com a equipe técnica da PETRONAS no setor de agronegócio. Neste artigo, além de Hauber, Eliézer Vasconcelos também fala sobre as principais indicações de cuidados e produtos. Acompanhe.

Checklist: 10 fases da lubrificação by PETRONAS

Lubrificação: por que ela é o principal cuidado de manutenção em redutores de velocidade?

Como em qualquer equipamento ou componente, as rotinas de lubrificação devem considerar alguns fatores. Entre os principais, a análise do ambiente operacional e as indicações do fabricante. Este último, por sinal, ajuda a evitar aplicações equivocadas que comprometem o desempenho, como no caso da viscosidade inadequada.

Entretanto, é bem comum que os profissionais de manutenção precisem de esforços ainda maiores. Isso porque as máquinas utilizadas, normalmente, são produzidas no exterior, ou seja, para uma realidade de produção diferente da nossa. Por conta do regime severo de trabalho, é necessário que se considere a maior exposição aos contaminantes e a possibilidade de desgaste antes do previsto pela OEM.

Quando o assunto são os redutores de velocidade dos equipamentos agrícolas, esse cuidado deve ser redobrado. Como mencionado no início deste artigo, nessas máquinas existem dois deles, sendo que um tem contato direto com a cultura e ambos suportam altas cargas.

No redutor final, um problema ocasionado pelo contato direto com o solo é bastante frequente. De acordo com Bruno Hauber, “por conta do trabalho em si, é comum a terra conseguir adentrar os mecanismos por meio do bujão de abastecimento do lubrificante ou pelos respiros. Acontece que nela há muito silício, um material altamente abrasivo, que atinge e desgasta diretamente os componentes, normalmente, de ferro”.

Outro ponto, ressaltado por Eliézer Vasconcelos, é em relação à aplicação. “Infelizmente, é bastante comum encontrarmos redutores de velocidade com lubrificantes fora da especificação recomendada pelo fabricante”, comenta. É claro que esse erro pode levar a consequências graves, como a quebra da máquina. Mas mesmo quando esse extremo não chega a acontecer, muito desperdício pode estar ocorrendo.

Glossário de Lubrificação

Quais as principais indicações da PETRONAS para os redutores de velocidade?

Eliézer destaca que, também, há muitos agricultores que vêm buscando formas de corrigir esses erros. “Já é possível perceber um movimento de profissionalização do trabalho no campo, um cuidado maior com as necessidades do maquinário. Isso tem levado a uma busca interessante por lubrificantes mais robustos, capazes de explorar o máximo de performance dos redutores”, pontua o especialista técnico da PETRONAS.

Para esses componentes, são indicados 3 produtos, dependendo das especificações recomendadas pelo fabricante. Porém, independentemente do lubrificante escolhido, todos apresentam as mesmas características fundamentais para aplicação em redutores de velocidade:

  • boa carga de aditivo de extrema pressão para suportar as altas cargas geradas;
  • proporcionar a lubrificação por todo o tempo de operação;
  • realizar a limpeza dos componentes;
  • manter a viscosidade estável.

Veja abaixo.

Lubrificação Industrial

PETRONAS TUTELA 300 EP

Disponível nas viscosidades 80W90 ou 85W140, o PETRONAS TUTELA 300 EP é um lubrificante de base mineral indicado para caixas de câmbio e transmissão final de maquinário agrícola e de terraplanagem. Pode ser utilizado em todas as aplicações nas quais os fabricantes originais recomendam um óleo com aditivos de extrema pressão e classificação API GL-5.

PETRONAS TUTELA W140/M-DA

Já no nome do produto, está exposta a sua recomendação de uso: diferenciais autoblocantes. Esta não é uma característica de todos os equipamentos, o que reforça a recomendação de ter sempre em mãos o manual do fabricante. O PETRONAS TUTELA W140/M-DA é um óleo multigraduado, enriquecido com poderosos aditivos antioxidantes, anticorrosivos, antiespumantes e inibidores de extrema pressão. É indicado para engrenagens automotivas, principalmente de todos os tipos hipoides, que funcionam em:

  • alta velocidade e carga de choque;
  • baixa velocidade e alto torque;
  • alta velocidade e baixo torque.

PETRONAS TUTELA TRD 85W140

O PETRONAS TUTELA TRD tem uma particularidade interessante, que é a presença de um passivador de metais na formulação. Isso o torna apto para a aplicação tanto em transmissões, onde existem metais amarelos do anel sincronizador, quanto no redutor final”, comenta Bruno Hauber. O produto também abrange as especificações exigidas pelos principais fabricantes, tais como:

  • SAE 90, 80W-90, 85W-140 e  J 306;
  • MIL-L-2105 D;
  • API GL-5.

Em todos os produtos, as características ideais para o bom desempenho dos redutores de velocidade estão presentes. Entretanto, a variedade de máquinas no campo é grande e, sendo assim, as necessidades podem variar de acordo com as homologações solicitadas pelas OEMs.

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