Lubrificação

Qual é o melhor lubrificante para a sua indústria?

Para você optar pelo melhor lubrificante para sua indústria, é importante entender do que esse composto é feito e quais as suas principais opções no mercado.

Somente com uma boa escolha, você conseguirá extrair o máximo rendimento de seus equipamentos, minimizando desgastes na vida útil deles.

No intuito de ajudá-lo a compreender melhor quais os principais tipos de óleos, de modo que consiga utilizar o melhor lubrificante na sua fábrica, separamos adiante as principais dúvidas que envolvem esse tema. Não deixe de conferir!

O que é um óleo lubrificante?

Para começar, é necessário destacar que um óleo lubrificante é uma substância utilizada com foco na diminuição de atrito, ruído e calor entre duas superfícies móveis, ou uma fixa e outra móvel.

Ele forma uma película que ajuda a proteger ambas do desgaste que o contato e movimentação entre elas acarreta.

Quais os diferentes tipos de lubrificantes disponíveis no mercado?

Lubrificantes minerais

Geralmente, lubrificantes minerais são provenientes do petróleo. É preciso checar as características e a qualidade do óleo básico mineral desejado para ter melhor entendimento sobre a performance do produto.

Por exemplo, o óleo básico nacional é de grupo I. Ele conta com maior volume de impurezas, incluindo maior quantidade de enxofre e ligações duplas, o que é prejudicial para o desempenho do produto mineral.

Já produtos formulados com óleo básico do grupo II são melhores. Além disso, os lubrificantes minerais têm os seguintes pontos positivos e negativos:

  • vantagens: custos menores e boa compatibilidade com materiais diversos;
  • desvantagens: envolve menores períodos de troca e há maiores custos com paradas para substituição. Também demanda maior mão de obra para interrupção do equipamento na hora da troca, o que gera menor disponibilidade do dispositivo, devido a esses momentos.

Óleos lubrificantes minerais são mais usados em motores pesados a diesel e para transmissões e eixos — principalmente para linha pesada. Também são empregados em manutenção em geral — hidráulica, de redutores, de sistemas de circulação, de compressores, de guias e barramentos etc.

Lubrificantes graxos

Os óleos lubrificantes graxos são pastosos, apresentando distintos graus de consistência e com aplicações variadas.

São utilizados em diversos tipos de espessantes com diferentes características e aplicações no mercado. Seus pontos fortes e fracos são:

  • vantagens: utilização em locais em que não são possíveis vedações para o uso de lubrificante líquido. Eles também impedem que alguma contaminação entre dentro de um elemento aberto do equipamento. São encontrados em diversos tipos;
  • desvantagens: menos eficientes na dissipação do calor e a lubrificação obtida é menor em altas velocidades. Também são menos resistentes à oxidação em relação aos óleos lubrificantes de origem mineral.

Geralmente, os óleos de origem vegetal/animal são usados em equipamentos industriais, dispositivos abertos que não contam com vedação para o emprego de lubrificante sólido e em pinos e buchas. Também podem ser empregados em um sistema centralizado de lubrificação.

Lubrificantes sintéticos

Os lubrificantes sintéticos são de grande performance, sendo produzidos por meio de última tecnologia de fabricação desses materiais. Assim, aliam desempenho superior com períodos de troca mais elevados. Seus pontos fortes e fracos são:

  • vantagens: têm maior índice de viscosidade e trabalham em temperaturas variadas, inclusive, suportando as mais elevadas. O período de troca deles é superior, deixando os equipamentos disponíveis por mais tempo para seus processos produtivos e, portanto, requerendo menos mão de obra para serem substituídos;
  • desvantagens: apresentam alto custo.

Os lubrificantes sintéticos são usados em motores e em suas manutenções, gerando períodos maiores de troca. Também são empregados em manutenção de redutores e de compressores.

Lubrificantes compostos (semissintético)

Um lubrificante composto normalmente é resultado da mistura de óleo básico mineral com um óleo sintético. Sendo assim, o desempenho da substância estará diretamente ligado à quantidade de produto sintético utilizado. Veja seus pontos positivos e negativos:

  • vantagens: possibilita períodos maiores de uso antes da necessidade de troca e tem melhor desempenho como produto;
  • desvantagens: seus custos são mais elevados e há certa dificuldade em dimensionar a quantidade necessária do material para uso.

Os óleos compostos são aplicados como lubrificantes para motores e em equipamentos hidráulicos com intuito de Energy Saving (economia de energia).

Caso de sucesso: Como uma mineradora do Vale do Jequitinhonha otimizou suas operações com PETRONAS Hydraulic

Quais os elementos essenciais para um bom lubrificante?

Existem alguns pontos que devem ser observados na hora de adquirir um lubrificante, pois estão diretamente relacionados à sua qualidade. Um deles é o índice de viscosidade, que representa o nível de fluidez que o óleo tem sob determinada temperatura. Por exemplo, óleos muito viscosos são mais grossos, enquanto os menos viscosos apresentam maior fluidez.

É indicado adquirir um óleo viscoso o suficiente para desenvolver uma película protetora entre os pontos nos quais será aplicado, porém, não tão espesso, para não gerar grande resistência ao movimento das peças.

Observe a sigla SAE ao comprar o lubrificante, pois ela serve de parâmetro para padronizar e classificar o nível de viscosidade dos óleos lubrificantes. Além disso, separamos outros pontos importantes para avaliar:

  • especificação de performance do produto: é preciso observar as informações referentes ao desempenho e durabilidade do óleo, para saber se será preciso tempo maior para troca;
  • homologações do produto;
  • qualidade do óleo básico utilizado no lubrificante;
  • estabilidade de oxidação: é importante analisar a oxidação do óleo, porque seu efeito gera mudanças químicas nas moléculas de base. O resultado líquido de oxidação prolongada é o de maior acidez do óleo, provocando a corrosão, enquanto há um aumento (fisicamente) na viscosidade. Uma oxidação alta diminui sua vida útil;
  • cor do óleo lubrificante: colorações que fogem do padrão podem indicar anormalidades, como presença de agentes contaminantes;
  • aditivação: aditivos têm função vital no desempenho do lubrificante final, sendo preciso usar os mais adequados para aplicação do produto. Há aditivos para várias finalidades, como antiespuma, antidesgaste, antioxidante, detergente, dispersante, modificador de atrito, inibidor de corrosão, corante etc. É necessário balanceá-los, pois podem competir entre si.

Por que considerar o equipamento na hora de escolher o óleo?

Não basta comparar os preços dos diferentes óleos apresentados para escolher o mais em conta. É preciso analisar a relação entre custo e benefício de cada lubrificante e o equipamento que o utilizará, buscando também o aumento do período de troca.

Isso assegura maior tempo de disponibilidade do dispositivo, além de requerer menos investimentos frequentes na aquisição de lubrificante. Inclusive, exige menos mão de obra para a substituição do óleo. Todavia, existem alguns equipamentos que conseguem ter boa performance somente com determinados produtos.

Por exemplo, os que necessitam dos sintéticos devido ao fato de suas tecnologias exigirem tal lubrificante. Os lubrificantes sintéticos têm ainda um índice de viscosidade melhor, de modo que, após aquecidos durante o serviço, não apresentam quedas tão elevadas na viscosidade.

Porém, independentemente de esse ser o melhor ou não, devemos sempre respeitar as exigências mínimas solicitadas pelo equipamento quanto à lubrificação.

Como ter certeza de que você escolheu o melhor lubrificante?

O primeiro fator a analisar é o manual do equipamento que será lubrificado, verificando quais são as exigências e normas que o produto deve atender para ser aplicado nele. Após isso, é preciso checar quais são as tecnologias existentes no mercado.

Você também pode buscar um produto com diversas especificações e homologação, pois isso dá a segurança de que ele tem uma qualidade comprovada por uma montadora ou uma fabricante de equipamento. Um exemplo são óleos hidráulicos que atendem à norma HLP, o que os indica para sistemas hidráulicos.

Quais os diferenciais dos lubrificantes da Petronas?

Os óleos lubrificantes da Petronas são globalizados, o que exigiu que ela atendesse a normas globais de fabricantes de equipamentos. Para tanto, foi necessário elevar o nível de tecnologia utilizado na composição dos produtos.

Sendo assim, um óleo comercializado no Brasil deve ter as mesmas características de um que atende ao mercado europeu. Com esse padrão, a empresa teve que aprovar seus produtos com óleos básicos encontrados em todo o mundo.

Isso aumentou o nível de performance dos seus lubrificantes no mercado nacional, uma vez que não utiliza o óleo básico nacional, de qualidade inferior, em sua linha industrial global. Graças a isso, seus produtos ganharam muito em desempenho e se destacam em qualidade.

Se você deseja escolher o melhor lubrificante para sua indústria, as dicas acima devem ser colocadas em prática. Além disso, busque se informar sempre que possível sobre os processos de fabricação do produto e sobre a reputação da fornecedora para ter maior segurança na sua decisão.

Ficou com alguma dúvida sobre qual é o melhor lubrificante para sua indústria? Entre em contato conosco para que possamos ajudá-lo!

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