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[ENTREVISTA] BIOSEV comenta como a parceria com a PETRONAS apoiou em sua estratégia de melhoria de produtividade e eficiência operacional

A Biosev é uma das principais empresas do setor sucroenergético brasileiro. Produz e comercializa etanol, açúcar e energia limpa por meio da biomassa da cana-de-açúcar em mais de 30 países. Com matriz em São Paulo (SP), possui 8 unidades agroindustriais em operação nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, e um terminal no porto de Santos (SP). 

Tanta capacidade produtiva exige planejamento, manutenção e disponibilidade dos equipamentos. Esses motivos levam a empresa a buscar parceiros estratégicos para garantir a perenidade das suas operações. Entre eles, está a PETRONAS. Após estudos técnicos e testes para identificar a necessidade da empresa, surgiu o PETRONAS Urania K 10W40, um lubrificante 100% sintético, desenvolvido especialmente para a demanda da companhia. 

Para entender melhor como foi esse processo, de que forma aconteceu a aproximação com a PETRONAS e, claro, os resultados obtidos, conversamos com o gerente corporativo de manutenção automotiva da Biosev, Carlos Scatena Filho. Acompanhe os detalhes!

Carlos Scatena Filho, gerente corporativo de manutenção automotiva da Biosev

O cenário do setor sucroenergético hoje

II: Neste momento pelo qual passamos, quais os principais desafios que a Biosev vem enfrentando? 

B: Em termos de desafio, não posso deixar de citar a Covid-19. Tivemos que nos reinventar para garantir a saúde e segurança dos colaboradores sem impactar na operação. Desde o início da pandemia, afastamos os pertencentes ao grupo de risco e mantivemos as instalações funcionando. Readequamos refeitórios, intensificamos campanhas de esclarecimento e conscientização, reforçamos as medidas de higiene e seguimos todos os protocolos determinados pelas autoridades de saúde. Mas superamos o momento e nos mantemos vigilantes. 

Outro grande desafio tem sido o avanço da tecnologia, a Indústria 4.0. Especialmente, no que diz respeito à conectividade. Já temos equipamentos que fazem todo o diagnóstico preditivo e preventivo, possuem sensores de temperatura e indicam a taxa de compressão. Mas, infelizmente, nem sempre conseguimos ter as informações de forma instantânea por conta da instabilidade do sinal. Na área agrícola, tanto para a Biosev, quanto para outras empresas, essa questão tem se tornado, de fato, um desafio a ser superado.

A parceria estratégica com a PETRONAS

II: Como se deu a aproximação da Biosev com a PETRONAS?

B: A nossa parceria com a PETRONAS vem de longa data. Temos um relacionamento estreito com a área comercial, com a equipe técnica, que nos auxilia muito no pós-venda, no que devemos fazer depois da negociação. Contar com o respaldo dos especialistas é muito importante para nós, uma vez que nos acompanham em várias frentes.

A PETRONAS é uma referência quando o assunto é lubrificante e a proximidade da empresa com grandes fabricantes nos dá muita segurança. Então, o começo da relação foi, de fato, bem natural. Buscamos parceiros estratégicos que nos apoiem com suporte técnico e a parceria com a PETRONAS tem esse diferencial. 

Por nossa indústria ser sazonal, demandamos muito treinamento e orientação na entressafra. Então, além do reconhecimento, do nome construído no mercado, o que a PETRONAS oferece casa perfeitamente com as nossas necessidades, que vão além da lubrificação.

II: Para a Biosev, o que era primordial? Por que buscar o desenvolvimento de um novo produto?

B: O ambiente agrícola é bastante severo por conta das altas temperaturas de operação e, também, das condições externas, como poeira e umidade. Existe, também, a questão da troca do óleo, que é delicada no campo por conta da possibilidade de contaminação. Então, o principal desafio, sem dúvidas, era encontrar um lubrificante de qualidade, que suportasse esses fatores e levasse as máquinas a parar menos. Contar com um produto assim, certamente, nos daria liberdade de focar a gestão em outros pontos, muito mais estratégicos. 

Durante a safra, o trabalho é ininterrupto, o que nos faz buscar por formas de não interrompê-lo. Se o processo é contínuo, não precisamos parar emergencialmente. Assim, todos os gestores podem voltar o seu olhar, o seu foco, para outros pontos, importantes para o negócio. Na Biosev, sempre buscamos formas de fazer com que as paradas sejam preventivas, programadas, não corretivas.  

II: Quais os setores da Biosev foram envolvidos no estudo da melhor solução junto à PETRONAS?

Gestão de Documentos na indústria 4.0

B: Envolvemos todas as áreas da companhia. Além do departamento técnico, a área comercial, suprimentos, toda a parte de PCM ― Planejamento e controle da manutenção. E isso é bastante difícil, tratando-se de uma empresa setorizada, estruturada sobre o compliance. 

Encontrar a melhor solução foi um trabalho complexo, mas em conjunto, com amplo envolvimento de todos. Para nós, da área técnica, houve muita troca com a PETRONAS para entender como é o mercado, como empresas que são referência no setor se comportam, quais produtos usavam. Isso aconteceu, justamente, quando estávamos avaliando a questão do óleo sintético, que é o fluido que usamos agora.

O desenvolvimento do PETRONAS Urania K 10W40

II: E como foi desenvolvimento do PETRONAS Urania K 10W40?

B: É importante ressaltar que o processo aconteceu gradativamente, ao longo de 2 ou 3 anos. Nesse período, estivemos sempre acompanhando a performance e qualidade do lubrificante, respeitando sempre o intervalo de 300 horas para avaliação de cada análise. Ao fim dos testes, chegamos a 600 horas de trabalho sem a necessidade, comprovada por laudos preditivos, da troca de óleo. Todos os testes tiveram, além da equipe técnica da Biosev, o acompanhamento rigoroso da PETRONAS, até que estivéssemos resguardados e seguros com o procedimento a ser implementado. 

A partir disso, começamos a estender os períodos de troca. Foi um processo de amadurecimento. Iniciamos com a extensão de mais 150 horas, substituindo a cada 450 horas, até chegarmos a 600 horas. O teste foi iniciado em colhedoras e, a partir de 2019, passamos a utilizá-lo também nos tratores. Conseguimos o que estávamos procurando: um lubrificante sintético que oferecesse melhor performance, cuidado com o equipamento e um maior intervalo entre as trocas, trazendo um melhor custo benefício.

O desenvolvimento de um novo produto é sempre um desafio técnico em busca dos melhores resultados. Por esse motivo, o acompanhamento do maquinário, tanto pela PETRONAS, quanto pelo cliente, é imprescindível. Neste vídeo, você confere os detalhes acerca da criação do PETRONAS Urania K 10W40, em parceria com a Biosev:

II: Dentre os resultados obtidos com o PETRONAS Urania K 10W40, quais você destaca?

B: O setor sucroenergético é bastante depende da redução dos custos operacionais, como os que envolvem os insumos utilizados. Dito isso, hoje, contamos com um produto que estendeu a troca de óleo de 300 horas para 600 horas, portanto, reduzindo a parada do equipamento pela metade. Isso faz com que a máquina tenha uma disponibilidade maior, que é um indicador importante para qualquer atividade no setor. Existem muitos pontos a serem citados, inclusive, o ambiental, que é impactado por essa maior periodicidade de descarte de lubrificante usado.

 A soma de todos esses fatores, certamente, faz muita diferença para a Biosev.

II: E quanto ao relacionamento com a PETRONAS, como ele se mostra estratégico para a Biosev?

B: Como falei, a Biosev sempre procura parceiros estratégicos que apoiem a companhia a pensar, planejar e executar projetos que tragam melhorias de produtividade e eficiência operacional. No caso da PETRONAS, estávamos em busca de inovação. Prova disso foi a homologação do próprio Urania K 10W40, que envolveu diversos setores da companhia e tivemos respaldo para isso. Ou seja, estamos abertos a validarmos produtos de qualidade que se mostrem competitivos e que nos trarão benefícios de alguma forma.

Entendemos que a PETRONAS também nos apoia muito no suporte pós-venda. Essa relação, também, se mostra imprescindível para a Biosev visto as soluções que são propostas e a inovação que a PETRONAS se dispõe a trazer para o nosso negócio.Esta entrevista faz parte de uma série produzida pelo Inovação Industrial com clientes de diferentes segmentos da PETRONAS. Continue acompanhando o nosso blog para ficar a par das novidades do cenário industrial brasileiro. Confira a ficha técnica e os detalhes do PETRONAS Urania K neste link.

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