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[ENTREVISTA] Auto Viação São José dos Pinhais aponta confiabilidade de ativos e ganho de rendimento à parceria estratégica com a PETRONAS

Com quase 100 anos de atuação no transporte urbano de Curitiba e região, a Auto Viação São José dos Pinhais é uma empresa que sempre esteve voltada para a inovação. Devido às particularidades do setor, isso se reflete, diretamente, na manutenção da frota, que alcança números excelentes e que excedem a média nacional em vários aspectos.

Conversamos com o diretor de operação da Auto Viação São José dos Pinhais, Dante Filho, para entender melhor os desafios enfrentados na busca pela redução de custos e, claro, maior vida útil dos veículos. Confira a entrevista abaixo. 

Agronegócio brasileiro: os desafios enfrentados hoje

II: Atualmente, os veículos para o transporte urbano têm sido modernizados e oferecido recursos que, antes, não disponibilizavam. Quais as inovações mais perceptíveis e como isso impacta na performance da frota?

SJ: Na parte dos equipamentos, temos dois pontos importantes: o combustível e a utilização de tecnologia. Hoje, atuamos seguindo o padrão Euro 5, um conjunto de normas regulamentadoras que visa a reduzir a emissão de poluentes em veículos a diesel e esses dois fatores contribuem, significativamente, para esse objetivo. Nos ônibus, são instalados softwares que monitoram e restringem o lançamento de poluentes e, na parte de combustível, tem-se dado preferência ao biodiesel, que é renovável, menos poluente e vem sendo cada vez mais utilizado no setor.

Entretanto, muitas inovações são aplicadas para dar mais conforto ao passageiro. Temos observado uma forte tendência no uso de suspensões a ar contra aquela antiga, com molas, e o maior uso de caixas automáticas. Estas, possibilitam uma viagem mais tranquila, suavizando a troca de marchas. Além disso, também auxiliam na redução do consumo.

A importância das manutenções preditivas e preventivas

II: Quais os principais desafios, em termos de manutenção, que o transporte urbano impõe aos veículos?

SJ: Antes de mais nada, é preciso entender o contexto do segmento de CRT. As empresas de transporte urbano não têm autonomia para determinar o preço da tarifa, que é regulado pelas prefeituras. Ou seja, ao mesmo tempo em que se deve oferecer um alto nível de

serviço, não é possível estipular o valor dele. Por conta disso, a manutenção dos ônibus é vital para a lucratividade do setor. Quanto mais conseguirmos otimizar nesse aspecto, melhores os rendimentos. Então, talvez, o maior desafio em manutenção seja encontrar fornecedores que ofereçam tecnologia e minimizem nossos custos a longo prazo.

Grande parte das empresas ficam com o ônibus entre 8 e 12 anos. Uma vida útil considerável, onde é preciso ter cuidados preditivos e preventivos recorrentes. E esse período de funcionamento, deve aumentar depois dessa pandemia. Quem não cuidou dos veículos antes terá problemas de gestão e de manutenção muito sérios para conseguir colocar a frota em dia.

Já aqueles que se estruturaram antes, terão um diferencial competitivo importante. Pessoalmente, estimo que essa vida útil de 8 a 12 anos vai se estender para de 12 a 15 anos. O objetivo é aumentá-la para baratear a tarifa. No segmento que atuamos, é bem nítida essa situação, esse esforço em estender a durabilidade dos carros. 

II: Além desse ganho significativo na vida útil dos ônibus, quais outros reflexos de uma gestão séria de manutenção podem ser vistos?

SJ: A confiabilidade dos ônibus, sem dúvidas, é um ganho tanto para nós quanto para os passageiros. Temos a segurança de saber que uma viagem não será interrompida ou cancelada por falha nos mecanismos do veículo. Claro, eventualidades acontecem, como o caso de um furo no pneu durante o percurso ou um acidente. Para se ter uma ideia atualmente, na Auto Viação São José dos Pinhais, 99% das viagens programadas são cumpridas. Porém, ainda trabalhamos para obter um desempenho ainda melhor.

II: Que ações a empresa toma para melhorar esse indicador?

SJ: Investimento em tecnologia é o ponto principal, aliado à manutenção preditiva. Estamos constantemente monitorando o desempenho da frota para que as paradas sejam mais espaçadas.

As inovações nos ajudam a reduzir o número de veículos reservas, o que significa um grande ganho para o negócio. Para dar uma noção mais clara, imagine uma empresa que possui 300 ônibus em sua frota. Desse total, uma parte, aproximadamente 260, está realmente rodando na cidade e os 40 restantes ficam na garagem para manutenção e outros reparos ou como reserva para substituição. A tendência é trabalharmos com uma frota mais enxuta, melhor revisada para evitar paradas e quebras e, consequentemente, que seja menos onerosa.

A PETRONAS está junto do segmento CRT oferecendo produtos de excelência, que se transformam em mais quilômetros rodados com menos troca de lubrificante. Estamos prontos, não só para atender, mas superar as expectativas do mercado. Veja mais sobre a nossa participação no setor:

A parceria com a PETRONAS Lubricants Internacional

II: Como que a parceria com a PETRONAS se mostra estratégica para a Viação São José dos Pinhais?

SJ: Dado o contexto já explicado, a PETRONAS nos ajuda a atingir os nossos objetivos. Um exemplo: vimos que existia um óleo, grupo III(sintético), no mercado nacional com uma especificação de resistência ao cisalhamento muito superior aos outros e com um preço similar ao de uma categoria inferior. Mesmo sendo um pouco mais caro, ainda valia a pena para nós. Começamos, então, a usar esse óleo, mais “encorpado”, com mais qualidade. Visto a longevidade dos nossos ônibus, verificamos que, a longo prazo, o investimento inicial em um lubrificante mais caro nos daria um rendimento maior.

Com apoio dos especialistas da PETRONAS, tivemos acesso às análises, respaldo técnico e informações confiáveis sobre como proceder com a lubrificação dos veículos. Hoje, temos uma fórmula campeã, no custo e na durabilidade dos equipamentos. Mesmo que outro fornecedor consiga nos oferecer algo com menor preço, para nós, não vale a pena trocar. Nossa fórmula é muito bem aceita e nos traz muito resultado positivo. Desde que começamos, estamos colhendo os frutos econômicos dessa escolha.

II: Essa fórmula que o senhor comentou é referente ao Urania K, óleo sintético para motores a diesel, certo? Pode nos contar um pouco mais sobre o que foi observado após o uso desse lubrificante?

SJ: Exato, o Urania K. Este produto do grupo III, tem um pacote antiacidez, muito forte, muito reforçado. O diesel é bastante ácido, por isso é tão importante essa característica do lubrificante. Também há a grande resistência ao cisalhamento, que consegue estender o período de trocas e nos dá uma segurança muito grande de que o equipamento não irá falhar.

Temos um motor aqui que tem mais de 1 milhão de quilômetros rodados em operação urbana. O próprio fabricante não acreditava que ele nunca havia passado por nenhuma intervenção em retífica. Isso só foi possível graças à qualidade do fluido utilizado.

II: E quanto aos componentes do motor, o que pôde ser percebido após o uso do Urania K?

SJ: Comparando os dados da São José dos Pinhais com outros do consórcio, percebemos que o nosso gasto com as turbinas é menor. Por conta do pacote de aditivos do lubrificante da PETRONAS, o óleo leva muito mais tempo para degradar. Auxilia, também, a dispersar a sujeira que possa haver, evitando depósitos e aumento a vida útil desse sistema.

Quanto ao compressor de ar, que faz o sistema de freio, nossa despesa com ele é 70% menor que o de outras empresas. Realmente, essa cadeia de componentes do motor, também, significa gastos para a empresa, mesmo que indiretos. Na Viação São José dos Pinhais, hoje, temos um bom custo de manutenção e uma longevidade muito maior desses sistemas.

Vamos supor, uma frota de 100 veículos, todos com 10 anos de uso. Se, ao fim desse período, conseguir vendê-los com os motores em perfeitas condições, é um lucro enorme para a empresa. Para se ter uma ideia, a retífica de um motor desses pode chegar a R$ 70

mil. Quanto de óleo poderia ser comprado com esse valor? Outro exemplo: uma turbina nova custa em torno de R$ 5 mil, R$ 7 mil. Então, em vez de trocarmos turbinas a cada 250 mil quilômetros, conseguimos fazer sua durabilidade chegar a 700 ou 800 mil quilômetros, o que significa uma economia de 5 ou 6 turbinas durante a vida útil do motor.

Tudo isso faz com que seja muito vantajoso investir um pouco mais na hora da compra. Aqui, na AV São José dos Pinhais, é uma prática comum comprarmos insumos mais sofisticados, mas que sabemos que farão essa diferença quando pensamos a longo prazo.

Importante pontuar, também, que não basta apenas adquirir um bom lubrificante. É preciso que outros investimentos sejam feitos, como o treinamento dos profissionais, a aquisição de ferramentas adequadas para o serviço e, claro, o monitoramento constante das ações de manutenção. Se isso não for feito, muito dinheiro pode estar sendo colocado fora. É essencial cuidar de toda a cadeia para ter resultados expressivos, como os nossos.

Esta entrevista faz parte de uma série produzida pelo Blog Inovação Industrial com clientes de diferentes segmentos da PETRONAS. Continue acompanhando o Inovação Industrial para ficar a par das novidades do cenário industrial brasileiro. Confira o portfólio completo neste link.

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