Entrevistas

[ENTREVISTA] Usina Coruripe comenta a evolução do setor sucroenergético em parceria com a PETRONAS

Fundada em 1925, a Usina Coruripe acompanhou de perto a evolução do mercado sucroenergético no Brasil. Desde os tempos da colheita manual até o maquinário automatizado, com tecnologia embarcada, a empresa sempre esteve a par das inovações, postura responsável por torná-la uma das mais expressivas companhias do segmento no país.

Entretanto, as transformações provocadas pela chegada da Indústria 4.0 não ficaram evidentes apenas na evolução do maquinário. Foram necessárias mudanças de gestão e de processos para sustentar o ganho de eficiência no campo.

Para entender melhor quais foram os impactos da tecnologia no setor e a influência dessas mudanças na negociação e compra de insumos industriais, conversamos com Alberto Toledo, gerente de manutenção da Usina Coruripe. Acompanhe.

Alberto Toledo, gerente de manutenção da Usina Coruripe

A evolução do setor sucroalcooleiro

II: O setor sucroalcooleiro, tão estratégico para a economia do país, está passando por uma grande transição tecnológica ― novas técnicas agrícolas, informatização das usinas, automação e modernização. Como está sendo isso para vocês?

UC: A área agrícola, se formos parar para pensar, se modernizou numa velocidade impressionante. Saímos de um cenário onde, há pouco tempo, precisávamos de pessoas para fazer as atividades básicas de campo, as inspeções recorrentes das máquinas. Hoje é tudo diferente, desde as análises do solo, os tratos culturais, o plantio e a colheita, tudo é feito com muita tecnologia. O relacionamento entre máquina e agricultura é cada vez mais necessário. Os próprios equipamentos já trazem um apelo tecnológico forte. Já usam a telemetria operacional indicando o seu funcionamento e georreferenciamento e realizam até uma análise prévia da qualidade do óleo do motor, mostrando quando deve ser inspecionado ou trocado nos ajuda na manutenção.

Embora essas tecnologias sejam algo recente, a inovação sempre esteve presente na Coruripe. Há mais de 30 anos, a empresa montou um laboratório próprio para realizar as análises do óleo e buscar a eficiência dos motores. Então, tornar-se uma usina 4.0, para nós, tem sido um caminho natural, visto que o nosso negócio sempre prezou por se manter a par do que há de mais moderno no setor.

II: Há quanto tempo essa mudança vem sendo observada?

UC: É muito difícil precisarmos um momento. Essas mudanças ocorrem o tempo todo, mas é inegável que nos últimos 10 ou 15 anos as transformações têm acontecido com muito mais rapidez. Um dos marcos para a Coruripe foi quando houve a expansão das operações para a região Centro-Sul. No Nordeste, a colheita ainda era realizada de forma manual e, ao chegarmos na nova região, nos deparamos com um processo já mais evoluído da colheita mecanizada. Essa foi uma grande oportunidade para nós, onde pudemos observar, claramente, que a modernização havia chegado ao campo e, portanto, deveríamos nos adequar a ela.

II: A tecnologia, certamente, também trouxe mudanças para a gestão da usina. Qual tem sido o impacto nos processos gerenciais?

UC: Já não existe mais decisão tomada por “achismo”. Todas elas precisam ser embasadas em dados concretos. Trabalhamos forte com a equipe de inovação para transformar a inteligência artificial em informação. Estamos modernizando o setor e isso passa por atualizar também a gestão, com decisões mais rápidas e uma gerência mais participativa. Outro ponto fundamental é o compartilhamento das informações para que elas cheguem ao campo o mais rápido possível. Hoje, é preciso enxergar e gerir o negócio como um todo, não em etapas isoladas.

II: Qual o maior desafio do setor sucroenergético atualmente?

UC: A redução de custos. Na verdade, para qualquer setor, reduzir os gastos com produção é o principal desafio. Isso porque, hoje, você tem uma commoditie e já não dita mais o quanto o produto irá custar. Sabe-se qual o valor, mas o preço não é você quem determina. Quando o mercado é quem diz quanto custa, é fundamental otimizar os seus gastos para manter o lucro. Nesse sentido, a parceria com os fornecedores é muito importante, pois esses agentes trazem os insumos, como lubrificantes, que aumentam a nossa eficiência e produtividade. 

A importância de parcerias estratégicas

II: O senhor comentou a respeito do laboratório montado pela Coruripe. O que os levou a ter essa necessidade?

UC: Na década de 80, eu lembro que, quando estagiário, trabalhava com desenvolvimento de novos combustíveis e tínhamos bastante dificuldade em encontrar produtos que acompanhassem o ritmo dessas pesquisas. Os óleos lubrificantes não eram adequados para aqueles motores, não tinham requisitos técnicos apurados, as especificações eram muito mais simples. Por outro lado, a empresa sabia que poderia buscar mais tecnologia. Por isso, montamos um laboratório de óleo para atender às nossas necessidades. Hoje, ele é bem estruturado para realizar análises cotidianas e tem papel central na tomada de decisões quanto ao tipo de óleo que devemos usar, média de consumo ideal, por exemplo. 

II: O senhor cita o avanço tecnológico do maquinário como uma grande mudança no campo. Esse maquinário, certamente, demanda cuidados diferentes daqueles dispensados há alguns anos.

UC: Sem dúvidas! Uma empresa como a Coruripe sabe a importância estratégica dos parceiros nesse quesito. Por isso, buscamos sempre trabalhar com insumos de quem investe em tecnologia para se manter no topo e levar excelência aos seus produtos. No caso dos lubrificantes sintéticos, por exemplo: quando eu aplico no maquinário um produto de ponta, ele vai gerar um custo menor de operação, uma disponibilidade dos ativos muito maior, que irão parar menos e produzir mais. O ganho operacional é maior, o que leva a uma redução de custos significativa.

A automação e modernização do ser sucroalcooleiro já é uma realidade. A PETRONAS se posiciona como uma parceira histórica desse segmento e, hoje, se orgulha de ser a fornecedora exclusiva dos TOP 5 produtores de açúcar e álcool do país. Veja mais sobre a participação da PETRONAS no setor:

O papel da PETRONAS nas operações da Usina Coruripe

II: Qual a importância dos lubrificantes sintéticos para o segmento?

UC: Os nossos equipamentos têm uma tecnologia fantástica e o lubrificante sintético está muito mais próximos dos requisitos necessários e exigidos pelos fabricantes. Esse produto vem ao encontro de todas as nossas necessidades: estende a vida útil do motor, proporciona um maior intervalo de troca ― que, mais uma vez, auxilia na redução dos custos ―, mantém as suas características por muito mais tempo e aumenta a disponibilidade do maquinário. Os aditivos disponibilizados nas linhas da PETRONAS têm resultados expressivos para nós, o que podemos perceber por meio da longevidade e menor desgaste dos motores.

II: A Coruripe já utiliza os lubrificantes PETRONAS há alguns anos. O senhor acredita que essa parceria tem benefícios estratégicos para a usina?

UC: O nosso dia a dia é uma constante briga para a redução dos custos. Isso, claro, envolve os fornecedores diretamente, afinal, eles têm papel essencial nas nossas atividades. Ter à mão um lubrificante que reduza entre 30%, 40% dos nossos custos operacionais, sem dúvidas, nos dá um diferencial competitivo importante. Isso nos permite alocar esse orçamento em inovações e na evolução também de outras áreas dentro do negócio, como a qualificação da equipe de manutenção

II: Nestes quase 5 anos de parceria, em que situações o lubrificante PETRONAS gerou mais resultados?

UC: A chegada de equipamentos importados, mais refinados, potentes, adaptados à nossa realidade, foi o momento em que sentimos a necessidade de contar com mais eficiência do lubrificante. 

Começamos com o PETRONAS Urania 3000 SE 15W40 que usamos em uma boa parte da frota ainda hoje. Por conta dos resultados conquistados, estamos expandindo a aplicação do portfólio da PETRONAS em nossos equipamentos. Na metade da safra deste ano, começamos os testes com o PETRONAS Urania K 10W40 em um trator e uma colhedora. A previsão é de que no reinício da safra, em setembro, mais equipamentos já estejam utilizando esse produto.

Esta entrevista faz parte de uma série produzida com clientes especialistas de diferentes segmentos da PETRONAS. Continue acompanhando o Inovação Industrial para ficar a par das novidades do cenário industrial brasileiro. Confira o portfólio completo neste link e solicite um orçamento com a nossa equipe de vendas.

Você também vai gostar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

×
0 %