Homologação: o que as especificações de fábrica dizem sobre o lubrificante?

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Se você lida com planejamento de manutenções ou realiza as compras dos insumos necessários para a indústria, já deve estar habituado a uma série de nomenclaturas no rótulo dos lubrificantes. As certificações recebidas estão todas ali: SAE e ISO, API e ACEA são os mais comuns entre os fluidos de alta qualidade. Entretanto, a homologação de fábrica também merece atenção.

Cada lubrificante é diferente, pois supre uma necessidade específica. Enquanto para as perfuratrizes da mineração os aditivos de extrema pressão são imprescindíveis para o bom desempenho do lubrificante e funcionamento do equipamento, nos fluidos utilizados na siderurgia[1] , um ponto importante é a característica não inflamável, por exemplo. E ninguém melhor que o fabricante do ativo para dizer qual a principal necessidade  em termos de lubrificação.

Neste artigo, você vai entender melhor qual o impacto da homologação de fábrica na qualidade de um lubrificante. Também saberá mais sobre os principais testes aos quais os fluidos são submetidos e que diferença isso faz para o seu maquinário. Acompanhe.

Homologação de fábrica: por que é tão importante?

A atenção à homologação do fabricante da máquina e equipamento, muitas vezes, começa já na própria concepção do lubrificante. Muitos são desenvolvidos já considerando a formulação solicitada pelas OEMs. Essa é uma garantia de que o lubrificante está em conformidade com o desempenho requerido, mas ainda não é garantia de que ele será aceito formalmente.

Mesmo seguindo rigorosamente as instruções de fórmula, o lubrificante ainda precisa ser submetido a uma série de testes. Eles visam a assegurar que o fluido cumpre o que foi especificado e são realizados pelas próprias OEMs ― ou por laboratórios independentes, desde que previamente autorizados pelo fabricante.

A grande importância da homologação de fábrica se dá justamente por assegurar que determinado lubrificante irá atuar de acordo com o previsto. Utilizar produtos certificados pela OEM dá garantia de que o fluido irá atuar reduzindo o desgaste das peças e aumentando a vida útil do equipamento.

Recomendações do fabricante: quais considerar?

A resposta para essa pergunta é simples: todas. Quem desenvolve o produto pode dizer, com propriedade, como aplicar o “princípio correto” na utilização do lubrificante. Isso é: o fluido correto, aplicado no local certo, na quantidade exata e no momento adequado. Observar essas instruções garante que o intervalo de troca seja maior, o que resulta em menos paradas.

O manual de instruções de todos os ativos presentes na indústria deve estar sempre à mão de quem planeja o calendário de manutenções e por quem planeja as compras. O primeiro setor tem acesso às informações que auxiliam na programação de vistorias e paradas do maquinário; o segundo, sabe quais critérios são imprescindíveis para a busca de fornecedores durante uma cotação de preços.

Mesmo ativos de um mesmo fabricante podem ter especificações distintas. A depender do modelo e das tecnologias empregadas no desenvolvimento da máquina, diferentes recomendações podem ser oferecidas. Esse pode ser um trabalho complexo, mas é vital para a indústria, em um cenário onde a otimização de recursos e economia de insumos é fundamental para manter a competitividade.

O que a homologação diz sobre o lubrificante?

Sem dúvidas, a homologação de fábrica deve ser considerada um diferencial na hora de escolher o melhor lubrificante. Mais que garantir que o fluido está em consonância com as recomendações dos desenvolvedores do equipamento, essa certificação também diz muito sobre quem produz esse insumo.

Como são necessários grandes investimentos financeiros em busca da homologação, consegui-la mostra que a fabricante do fluido tem o aporte financeiro necessário para a realização de testes. Como a formulação do óleo já tem direcionamentos, fica evidente o investimento em tecnologia e laboratórios para o desenvolvimento.

Ostentar a homologação de fábrica junto às demais certificações internacionais, garante que a indústria está usando insumos de procedência garantida e qualidade testada. Dessa forma, é possível entender quais fornecedores atuam dentro das boas práticas e investem no desenvolvimento contínuo de seus produtos e processos.

Como a PETRONAS atua para receber a homologação de OEMs

A PETRONAS tem expressão mundial e um relacionamento sólido com os principais players do mercado. A busca por inovação e qualidade superior é evidenciada pelos investimentos em pesquisa. Nos laboratórios próprios, ensaios e testes são realizados pela equipe de engenheiros e cientistas para garantir a conformidade com as especificações do fabricante.

Tratar a tecnologia dos produtos como prioridade é uma das ações que a PETRONAS toma para se firmar como um fornecedor de qualidade, que oferece soluções assertivas mesmo com as especificações rigorosas. No Brasil, o centro de pesquisas é o único no país com certificação ISO 17025.

Instalado em Minas Gerais, no município de Contagem, o laboratório foi inaugurado em 2018 e tem mil metros quadrados, onde trabalham engenheiros químicos, mecânicos e de produção, junto a outros profissionais. O centro está diretamente ligado ao polo global de tecnologia e pesquisa da PETRONAS, localizado em Turim, na Itália.

O compromisso da PETRONAS faz com que os esforços sejam direcionados a obter a comprovação da qualidade dos seus produtos. Tanto nas certificações de institutos globais, quanto nas que suprem as necessidades específicas dos fabricantes, todos os lubrificantes do portfólio recebem máxima atenção.

Agora que você já entendeu por que a homologação de fábrica é tão importante, saiba mais sobre a metodologia desenvolvida pela PETRONAS para garantia de qualidade no artigo: Pirâmide de especificações: conheça os níveis de avaliação de qualidade de um lubrificante.[2] 

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