Conheça todos os pontos de lubrificação da indústria do aço

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A siderurgia acontece em um ambiente extremamente delicado, no que diz respeito ao lubrificante utilizado nos ativos. Altíssimas temperaturas, riscos de pingos de solda e centelhas elétricas fazem deste um dos cenários industriais mais desafiadores para a produção de fluidos adequados. Em tempos de Indústria 4.0, a manutenção se torna um cuidado que, além de melhorar o desempenho e aumentar a vida útil dos ativos, é fundamental para a competitividade das empresas.

Um estudo da Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos (Abraman) revelou que a manutenção custa, em média, 3,95% do faturamento bruto na indústria de base. Na siderurgia, especificamente, representa 6,67%. Considerando os prejuízos potenciais, no caso de falhas, o custo-benefício de um calendário de cuidados preventivos rigoroso se torna bastante atraente.

A lubrificação adequada é imprescindível para todos os processos da indústria siderúrgica: desde a extração do minério, remoção de impurezas como silício, cálcio e alumínio, até a transformação do líquido incandescente em chapas e barras sólidas. Mas cada etapa tem suas especificidades, exigindo diferentes funções do fluido utilizado.

Neste artigo você encontrará uma curadoria com os principais pontos de lubrificação da indústria do aço. Também Irá entender as características dos equipamentos primordiais para a atividade e quais as especificações que o óleo lubrificante deve ter. Acompanhe e saiba mais.

Os principais pontos de lubrificação na indústria do aço

As características de uma indústria siderúrgica podem ser um desafio para quem planeja as manutenções. O ambiente extremamente quente, altas cargas sobre os equipamentos e um ritmo de produção que, muitas vezes, acontece por três turnos, podem representar um trabalho constante para a equipe.

Alto-forno, forno elétrico, máquina de laminação e conversor estão entre os principais ativos utilizados nesse segmento. As condições de operação são extremas e os pontos de lubrificação desses ativos devem ser prioridade máxima para quem entende a importância de poder contar com a disponibilidade do maquinário para a produção.

Confira agora os pontos de lubrificação dos principais equipamentos.

Forno elétrico

A versatilidade deste equipamento o torna, quase que, onipresente em todas as usinas de aço. Sua alta eficiência energética e a possibilidade de controle virtual de temperatura, além de permitir mudanças rápidas na produção, fazem dele um dos ativos mais exigidos da indústria.

Os diferentes pontos de lubrificação deste sistema exigem características específicas dos lubrificantes utilizados. Embora, mancais de escora e engrenagens abertas demandem o uso de graxas, os dois sistemas têm necessidades diferentes. Enquanto os mancais exigem propriedades de extrema pressão e resistência à oxidação, as engrenagens necessitam de ótima proteção antidesgaste e antiferrugem.

Alto-forno

Este pode ser considerado, talvez, o coração da siderurgia. Isso porque o processo siderúrgico precisa que o minério extraído seja purificado e que dele sejam extraídos o oxigênio e areia fina. Para isso, é preciso fundir a matéria-prima em altas temperaturas, sendo o ferro um dos elementos que mais demanda calor para essa “limpeza”. Essa etapa acontece no forno-alto, que pode atingir mais de 1.300 °C.

As partes mais delicadas desse equipamento estão localizadas no ventre do ativo, uma vez que a grande variação de temperatura que acontece deixa esses mecanismos mais sujeitos à falha. Logo, você deve imaginar que o lubrificante ideal para esses e outros componentes devem ter propriedades bastantes distintas das que são necessárias nas engrenagens, por exemplo.

De fato, no alto-forno, é preciso que o sistema de lubrificação seja observado de perto, pois sua falha pode ocasionar o vazamento externo de ar quente, causando uma parada emergencial. Os fluidos utilizados no sistema de compressão, por exemplo, devem ter propriedades antidesgastantes, bom controle de formação de verniz e boa estabilidade térmica.

Conversor

O material que sai do alto-forno ainda não está completamente purificado. Parte desse processo continua no conversor, onde recebe uma pulverização de magnésio e um intenso jato de oxigênio. A reação consegue converter o ferro-gusa (produto saído do alto-forno) em aço, que nada mais é do que o ferro com baixa concentração de carbono.

Neste equipamento, os pontos de atenção na lubrificação ficam por conta dos mancais, redutores e vedações articuladas. Para os redutores, o fluido deve fornecer excelente proteção contra extrema pressão e desgaste. As vedações articuladas, por sua vez, necessitam de boa resistência ao estresse térmico e mecânico.

No fim deste processo, o líquido incandescente que sai do conversor vai para os moldes. Em formato de barras ou chapas, é resfriado com um jato d’água para que passe para o estado sólido.

Máquina de laminação

O aço é levado, então, para a máquina de laminação, onde ocorrem dois processos: o reaquecimento, a 1.000 °C, para torná-lo maleável e a passagem por cilindros que atuam diminuindo a espessura. Além de lidar com altas cargas e temperaturas altíssimas, é exigido desse equipamento muita precisão mecânica, uma vez que qualquer anomalia pode comprometer a qualidade do produto final.

A lubrificação deste ativo precisa se manter estável, mesmo após exposição prolongada a situações de estresse mecânico e térmico. Portanto, o ponto de gota do fluido precisa ser alto. Mancais de rolamento e dos motores elétricos, engrenagens abertas, berço de resfriamento e os redutores estão entre os principais pontos de atenção nas máquinas de laminação.

PETRONAS Tutela Hidrobak FR, tecnologia a serviço da lubrificação na indústria siderúrgica

Outro ponto de atenção na maioria dos equipamentos utilizados na siderurgia é o sistema hidráulico. Presente em todos os equipamentos citados, com exceção do conversor, é responsável por transferir a força requisitada pela máquina e lubrificar internamente componentes como cilindros e bombas.

Por conta das altas temperaturas a que é exposto, além de aditivos antioxidantes, antiespumantes e proteção contra desgaste e corrosão, é imprescindível que o fluido também seja não inflamável. O PETRONAS Hidrobak FR foi desenvolvido pensando justamente nesse cenário.

O fluido hidráulico formulado com bases sintéticas apresenta um ponto de combustão muito maior que os lubrificantes normais. Mesmo quando exposto por longos períodos e a longas temperaturas, não produz vapores tóxicos. A qualidade e segurança do Hidrobak são testadas e aprovadas pelo FM Approval, entidade internacional de serviços de ensaios e certificações.

Entenda a importância da certificação FM Approval

A FM Approval é uma empresa ligada à companhia internacional de seguros FM Global, especializada na prevenção de sinistros patrimoniais. Por meio de ensaios e pesquisas científicas, testa produtos em condições extremas. A certificação FM Approved garante que o produto foi rigorosamente testado e está em conformidade com os mais altos padrões de qualidade.

Essa certificação tem um impacto ainda maior na indústria: ao utilizar produtos submetidos à aprovação FM, o prêmio do seguro da empresa é reduzido, uma vez que o risco de incêndio do maquinário é eliminado.

Agora que você já sabe quais os principais pontos de lubrificação na siderurgia e quais as recomendações para os lubrificantes utilizados nesta atividade, continue lendo sobre o setor no artigo Case de Sucesso: Como o Circula Mill da PETRONAS ajudou uma indústria siderúrgica a reduzir custos e aumentar produtividade. Boa leitura!

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