Lubrificação

Alto forno: quais os principais pontos de lubrificação deste equipamento

A campanha de um alto forno dura entre 4 e 10 anos, com poucas interrupções para manutenções preventivas. Isso porque, mesmo que seja uma estrutura relativamente simples, exige o apoio de outras instalações para manter a operação. Por conta do seu tamanho, cerca de 30 m, e da sua importância para o processo siderúrgico, “a parada desse equipamento deve ser evitada a todo custo”, segundo o especialista técnico da PETRONAS, João Luis Sant’anna.

Para entender mais sobre o alto forno, responsável pela produção de matérias-primas para a indústria do aço e do cimento, conversamos, também, com o analista de assistência técnica, Marcus Vinicius Duarte. Acompanhe as dicas sobre os principais pontos de atenção deste ativo e saiba como os lubrificantes corretos podem auxiliar em rotinas de manutenção mais eficientes.

Alto forno: os 4 principais pontos de lubrificação

Como você deve saber ou imaginar, a parada de um alto forno para manutenção não é uma tarefa fácil. O ar que é soprado para dentro dele atinge temperaturas de até 2.100 °C, então, esperar pelo resfriamento da estrutura leva um tempo considerável. “Nas siderúrgicas que contam com 3 ou 4 fornos, dá para escalonar as paradas, desligando um de cada vez. Entretanto, o processo para religá-lo consome uma grande quantidade de energia, o que ajuda a explicar por que é tão importante interrompê-lo o mínimo possível”, comenta João Luís.

O alto forno, como o próprio nome sugere, trabalha sob altas temperaturas. Portanto, todos os lubrificantes presentes nessa operação são muito específicos, desenvolvidos com tecnologias que permitam manter a performance mesmo nessa condição extrema”, completa Duarte. Como em qualquer rotina de manutenção, o objetivo é sempre evitar que o equipamento chegue ao colapso.

De acordo com os especialistas da PETRONAS, estes são os principais pontos de atenção na hora de realizar a lubrificação do alto forno.

1. Sistema hidráulico

É responsável por transferir a força requisitada pela máquina e lubrificar internamente componentes como cilindros e bombas. Entretanto, as altas temperaturas não possibilitam o uso de um lubrificante comum, sendo imprescindível que o produto tenha propriedades não inflamáveis.

Também, é necessário contar com aditivos antioxidantes, antiespumantes e proteção contra desgaste e corrosão. O PETRONAS Hidrobak FR foi desenvolvido pensando justamente nesse cenário. O fluido hidráulico formulado com bases sintéticas apresenta um ponto de combustão muito maior que os lubrificantes normais. 

Mesmo quando exposto por longos períodos e a temperaturas extremas, não produz vapores tóxicos. O PETRONAS Hidrobak FR possui a certificação FM Approvals, entidade internacional referência em qualidade para produtos que atendam aos requisitos de prevenção de perdas patrimoniais. Tal reconhecimento, inclusive, faz toda a diferença na hora de contratar um seguro para os equipamentos presentes na planta industrial.

2. Compressores

Devido à grande importância que os compressores têm dentro de uma indústria — visto que são responsáveis, normalmente, pela maior parte das operações —, é necessária uma manutenção extremamente bem programada e executada. O foco é conseguir realizar os reparos e melhorias impactando o mínimo possível na produtividade da fábrica.

Infográfico Como ler rótulo de lubrificantes PETRONAS?

Para esses componentes, o PETRONAS Compressor A Syn PAO é a indicação dos especialistas. Disponível nas viscosidades 32, 46 e 68, são lubrificantes de alta performance, especialmente desenvolvidos para até 8000 horas de uso. Formulados com óleo de base sintética (Polialfaolefina ― PAO), com alto índice de viscosidade e eficientes aditivos antioxidante, antidesgaste (isento de zinco), anticorrosivo e antiespuma. Apresenta excelente resistência à formação de verniz e depósitos, além de estabilidade térmica e oxidativa, que propiciam um desempenho mais duradouro.

3. Rolamentos e mancais

Assim como o sistema hidráulico, a alta temperatura faz com que os produtos voltados para esses componentes levem em conta as condições de operação. Os mancais suportam as cargas dinâmicas que podem levar diversos tipos de problemas, entre eles, desgaste por fadiga e ressonância. 

A PETRONAS Tutela MR SC é uma graxa de múltiplas aplicações, com excepcional estabilidade mecânica, resistência à água, oxidação e corrosão, além das características de extrema pressão. Suas especificações, próprias para mancais altamente solicitados, sujeitos ao calor e à lavagem por água, proporcionam uma redução significativa na frequência de relubrificação. 

4. Turbinas

Um estudo conduzido pela PETRONAS Lubricants Internacional concluiu que as turbinas são os equipamentos que mais consomem lubrificante nos setores que fazem uso delas. Mesmo assim, ainda há quem insista em não aplicar um fluido específico para esse ativo, optando por produtos específicos para sistema hidráulico. Entretanto, no mercado nacional, já existem óleos próprios para elas. 

Os lubrificantes PETRONAS Jenteram Series, disponível nas versões sintético (Syn) e mineral (G), são fluidos de alta performance, que oferecem boa proteção antidesgaste. Além disso, apresentam excelente estabilidade térmica e oxidativa, essenciais para um bom desempenho em turbinas. Foram desenvolvidos para as que operam a vapor e a gás, além das que utilizam o ciclo combinado ― que já representam a maior parte dos equipamentos.

Processo de redução: o que mais a manutenção deve considerar

Dentro de uma indústria siderúrgica, diversos processos acontecem até se chegar ao produto final. O de redução, onde está presente o alto forno, certamente, é um dos mais importantes. Isso porque é nele que a matéria-prima (minério) e o coque (carvão termicamente tratado na etapa anterior, a coqueria), se transformam em ferro-gusa e escória. E, só a partir disso, é possível seguir com os trabalhos, transportando o gusa para a aciaria.

Entretanto, essa etapa compreende outros ativos além do alto forno. 

  • Forno elétrico: com os mesmos pontos de atenção do alto forno, esse equipamento obtém o ferro-gusa a partir da reciclagem de metais. As temperaturas atingem 1800 °C e uma das diferenças é que este forno trabalha por meio de bateladas (lotes) e não de forma contínua.
  • Carros torpedo: é o responsável por transportar o gusa dos fornos para a aciaria, onde será processado para obtenção do aço com as concentrações adequadas de ferro, carbono e demais metais como cromo, magnésio etc. Aqui, os rolamentos e os rolamentos das rodas de suporte são os pontos de atenção.

Para saber mais sobre como a PETRONAS e seu time de especialistas auxiliam as operações, leia também: Case de Sucesso: Como o Circula Mill da PETRONAS ajudou uma indústria siderúrgica a reduzir custos e aumentar produtividade. Para saber mais, confira o portfólio completo de produtos ou entre em contato com a nossa equipe.

Você também vai gostar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

×
0 %