Lubrificação

Escolha da graxa industrial: aprenda a acertar!

Diante das opções de graxa industrial disponíveis no mercado, sabendo que cada uma é mais apropriada para determinada aplicação nas empresas, é fundamental conhecer as características e indicações de uso desses produtos a fim de garantir a melhor escolha. Afinal, uma decisão acertada nesse quesito contribui até para aumentar a vida útil dos equipamentos!

Neste post, vamos explicar o que é a graxa industrial, quais são suas principais características e funções, além de oferecer dicas de como escolher o melhor produto para sua empresa. Continue conosco e saiba mais sobre o assunto!

O que é e quais são as principais características e funções da graxa?

De forma geral, o termo graxa é utilizado para definir qualquer lubrificante composto, sólido ou semissólido. Ela é produzida por meio de combinações usando lubrificante líquido (óleo básico), aditivos e um agente espessante (também chamado de sabão).

O objetivo de sua utilização é reduzir o atrito existente entre os componentes, contribuindo para que eles tenham uma vida útil maior. Podemos dizer, portanto, que a graxa industrial serve para manter os equipamentos e as máquinas lubrificados, fazendo com que eles funcionem bem e proporcionem um desempenho satisfatório.

Para que a graxa industrial alcance a eficiência esperada, é necessário que tenha uma boa consistência. O que define essa característica é a temperatura na qual ela é utilizada, além da concentração de espessantes.

Quais são as características desses componentes da graxa?

A partir de agora, confira mais sobre o óleo básico, o agente espessante e os aditivos.

Óleo básico

O óleo básico de uma graxa pode ter 2 origens:

  1. mineral, por meio da extração do petróleo;
  2. sintética, por meio de processos industriais.

Enquanto as graxas com base de óleo mineral são comumente utilizadas para lubrificação geral, as que têm base no óleo sintético são utilizadas em situações mais específicas — como é o caso de temperaturas muito elevadas.

Agentes espessantes

Estamos falando aqui de substâncias químicas adicionadas ao óleo básico que têm como objetivo manter o estado sólido ou semissólido das graxas. Podem ser de tipos de sabão diferentes:

  • metálico: obtidos por meio de reação entre base metálica e um ácido graxo, sendo os de lítio, cálcio e complexo de alumínio os mais comuns;
  • orgânico: como as poliureias;
  • inorgânico: como a argila bentonita.

Aditivos

Na graxa industrial ainda existem os aditivos, substâncias utilizadas para satisfazer as necessidades de diversas aplicações, seja com o objetivo de diminuir o atrito e os desgastes ou para servir de antioxidante.

Como essas características efetivamente influenciam o desempenho?

Tais características são pensadas de forma que a graxa industrial auxilie em qualquer processo de lubrificação. Saiba mais sobre elas nos próximos tópicos!

Textura

Permite que as aplicações sejam realizadas de forma controlada.

Consistência

Possibilita uma capacidade elevada para a obtenção de resultados satisfatórios, com base na durabilidade da graxa e seu desempenho.

Ponto de fusão

Contribui para que a graxa industrial seja manipulada em várias temperaturas diferentes.

Filamentação

Possibilita uma aplicação fácil da graxa em diversos pontos que necessitam de lubrificação.

Aderência

Viabiliza uma excelente relação entre o produto e as máquinas ou equipamentos que serão lubrificados.

Infográfico Como ler rótulo de lubrificantes PETRONAS?

Qual a importância da graxa em equipamentos industriais?

A grande maioria das máquinas e dos equipamentos demanda lubrificação para garantir o funcionamento adequado. Aliado a manutenções periódicas, isso assegura níveis satisfatórios de disponibilidade, confiabilidade e desempenho.

Quais são as principais indicações da graxa para determinadas operações?

Hoje, a PETRONAS trabalha com graxas que possuem aplicações voltadas para todos os principais segmentos da indústria, que são:

  • siderurgia;
  • mineração;
  • papel e celulose;
  • sucroalcooleiro;
  • cimenteira;
  • CRT.

Para essas operações existe uma demanda maior de graxas de complexo de lítio com bissulfeto e de lítio comum, que conseguem dar conta da maior parte das operações industriais.

Também existe procura por algumas graxas de sulfonato de cálcio e poliureia, que têm como aplicações as altas temperaturas com resistência à água e cargas elevadas.

Graxa à base de lítio

É uma substância macia que trabalha com eficiência sob temperaturas de até 150ºC. Entre as principais vantagens da utilização desse tipo de produto podemos citar:

  • sua resistência à água;
  • sua estabilidade sob altas temperaturas;
  • seu alto grau de aderência a superfícies metálicas.​

Graxa à base de cálcio

Já a graxa à base de cálcio tem como principais características boa solidez e maciez, além de também apresentar alta resistência à água. Entre as principais vantagens desse tipo de produto estão:

  • maior facilidade na fabricação;
  • diminuição do desgaste dos componentes;
  • diminuição da fricção;
  • redução da quantidade de resíduos (poeira ou sujeira) produzidos pela máquina durante o trabalho;
  • excelente custo-benefício.​

Como escolher a graxa correta para minha operação?

Antes de mais nada, a aquisição da graxa industrial adequada demanda a verificação da recomendação do fabricante, devidamente descrita no manual. Afinal, quem fabricou o equipamento sabe muito bem qual é a melhor indicação em relação à graxa, informação obtida por meio de estudos e testes.

Desconsiderar essa informação, usando o lubrificante incorreto, pode levar a quebras e perda de garantia do equipamento. Vale a pena ainda seguir a recomendação do fabricante do lubrificante, que tem expertise sobre o produto correto para cada aplicação.

Basicamente, é recomendável seguir as seguintes dicas para acertar na escolha da graxa industrial:

  • sempre iniciar a pesquisa com base na indicação do fabricante do equipamento;
  • procurar por fabricantes de lubrificantes já conhecidos no mercado mundial, empresas que garantam a qualidade dos produtos que oferecem;
  • buscar informações com concorrentes do mesmo segmento que tenham uma boa manutenção preventiva — pergunte sobre o que usam para lubrificar aquele equipamento específico e sobre a periodicidade de relubrificação.

E no caso de equipamentos antigos, sem manual do fabricante?

Muitas operações trabalham com equipamentos bem antigos, que não contam mais com os manuais de fábrica. Nesse caso, vale muito a pena recorrer à experiência do fabricante do lubrificante, que pode indicar o produto correto com base em outros players do mesmo segmento que já usam aquela graxa.

Existe ainda a possibilidade de alinhar as informações coletadas na empresa, como:

  • rotação do equipamento;
  • temperatura de trabalho;
  • carga;
  • contaminação por água.

A partir desses dados, é possível apontar quais são os tipos de graxa industrial mais adequados para cada situação.

A escolha correta da graxa industrial está diretamente ligada ao nível de eficiência operacional, além da otimização das manutenções e da diminuição do risco de indisponibilidade das máquinas por quebras.

Gostou de saber mais sobre a graxa industrial e suas características? Então aproveite para entender por que as indústrias preferem o lubrificante PETRONAS!

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