Manutenção preventiva: quando e como fazer do jeito certo?

6 minutos para ler

Manutenção preventiva é o nome dado a toda ação de conservação e preservação de equipamentos antes que eles cheguem a apresentar falhas.

O objetivo é assegurar o bom funcionamento do maquinário, evitando quebras ou paradas inesperadas, que podem prejudicar a linha de produção da indústria.

Uma boa gestão de manutenção sempre contempla ações preventivas regulares, a fim de reduzir custos com falhas e evitar acidentes no ambiente de trabalho.

Dessa forma, a necessidade de realização de manutenções corretivas, que são mais caras e envolvem paradas não programadas, é drasticamente reduzida.

Neste post, explicaremos melhor o que é a manutenção preventiva e como fazê-la do jeito correto na indústria. Boa leitura!

O que é manutenção preventiva?

A manutenção preventiva é aquela realizada de forma programada e sistematizada com o objetivo de garantir a plena operação de um equipamento.

Troca de peças de desgaste, lubrificação de partes móveis e revisão regular da máquina: todas essas iniciativas são exemplos de manutenção preventiva.

Em vez de só identificar um problema quando ele já aconteceu e gerou danos para a operação da indústria, a manutenção preventiva inclui cuidados planejados para evitar o surgimento de falhas.

Lembrando que tais ações de conservação geralmente são recomendadas pelas próprias fabricantes dos equipamentos.

Quando não existe um procedimento de manutenção preventiva estabelecido na empresa, torna-se necessário recorrer mais vezes à manutenção corretiva, que, como o próprio nome já diz, encarrega-se de consertar equipamentos que já apresentaram algum tipo de falha e, na maior parte das vezes, precisaram parar de operar por isso.

Normalmente, a manutenção corretiva não é uma opção estratégica da indústria, mas sim uma ação emergencial para solucionar problemas que não estavam contemplados no planejamento da organização.

Quais as vantagens da manutenção preventiva?

A principal vantagem da manutenção preventiva é a economia com manutenções corretivas. Lembre-se, afinal, de que as ações corretivas surgem quando acontecem paradas inesperadas de linha, quebras de equipamentos, paradas na produção, risco à segurança dos operadores e muitos outros problemas.

Apesar de não eliminar totalmente uma eventual necessidade de manutenção corretiva, um fluxograma de manutenção preventiva pode fazer com que elas se tornem exceção e não regra.

Além disso, com um programa de manutenção preventiva e corretiva, é possível garantir a longevidade das máquinas e fazer com que o investimento feito tenha um retorno maior, já que os equipamentos serão capazes de produzir e operar por mais tempo.

Com um bom planejamento, a manutenção preventiva também antecipa possíveis falhas na linha e permite que a gestão faça pausas programadas, que geram consequências bem menos graves para os resultados da indústria que aquelas inesperadas. A manutenção preventiva otimiza os processos da linha de produção, permitindo a organização de calendários e escalas de trabalho que levem em conta as pausas previstas.

E o que é a manutenção preditiva?

Muitas vezes considerada uma forma de manutenção preventiva, a manutenção preditiva engloba reparos e ações de manutenção em equipamentos com base em seu estado atual.

Geralmente, para isso são utilizados sensores ou inspeções regulares que informam as condições reais de funcionamento do maquinário.

Se na manutenção preventiva tradicional existe um planejamento com base no histórico de funcionamento do equipamento e em recomendações do fabricante, a manutenção preditiva leva em consideração o desgaste e o funcionamento atual da máquina. Dessa forma, algumas correções e reparos só são realizados quando realmente necessários.

Como estabelecer uma rotina de manutenção preventiva?

A manutenção preventiva é realizada com base em um planejamento, certo? Portanto, o primeiro passo para adotá-la é justamente elaborar um plano de manutenção completo, que precisa levar em conta o tipo de equipamento utilizado na empresa e o que é exigido dele.

Dentro desse planejamento, é preciso estabelecer também um cronograma de atividades de manutenção, que, além de cumprir o objetivo de conservação do maquinário, deve estar alinhado com a demanda de produção. Isso inclui, por exemplo, eventuais alterações sazonais na linha produtiva, que podem fazer com que a operação seja acelerada em certos períodos do ano.

Além de uma planilha de manutenção preventiva, nesse planejamento também é interessante que sejam estabelecidos planos de ação para eventuais manutenções corretivas, alocando responsabilidades e estratégias para minimizar o impacto de paradas não planejadas.

Uma vez que o planejamento está pronto, passa-se para uma nova fase: definir quem assumirá as ações de manutenção preventiva, distribuindo ordens de serviço aos técnicos disponíveis.

É muito importante que a manutenção envolva também a coleta de informações sobre o funcionamento dos equipamentos. Afinal, a detecção de alterações de desempenho pode antecipar quebras e falhas.

Se o técnico responsável por inspecionar a vibração de um equipamento semanalmente percebe uma discrepância muito grande em suas anotações, por exemplo, já pode ficar alerta. Isso provavelmente resultará em uma manutenção mais cuidadosa antes que o equipamento falhe.

Por fim, é essencial que a manutenção trabalhe com a análise de indicadores de performance — os chamados Key Performance Indicators (KPIs). Com base em métricas como tempo de funcionamento sem quebras ou período entre falhas de equipamentos, é possível avaliar os resultados da manutenção e acompanhar seu desempenho.

Como a qualidade de insumos empregados na manutenção afeta a produtividade?

É extremamente importante que um equipamento tenha sempre o melhor insumo possível durante sua manutenção. Em uma troca de óleo, por exemplo, é fundamental que o composto usado seja adequado ao maquinário e atenda as suas especificações.

Entenda: bons insumos proporcionam um funcionamento melhor da máquina e, consequentemente, geram mais produtividade e melhores resultados para a empresa.

Se o serviço é executado adequadamente e usa componentes de qualidade, o maquinário da indústria dura mais tempo e os riscos para a produtividade são menores.

Por essas e outras, é absolutamente essencial trabalhar com os melhores insumos em manutenção. Nessa hora, nada de considerar somente o preço. É preciso buscar o melhor produto possível. Afinal, a manutenção não é uma despesa, mas sim um investimento no negócio.

Por fim, agora que você já sabe da importância da manutenção preventiva para uma indústria, que tal aproveitar o embalo e descobrir os principais erros humanos na manutenção?

Posts relacionados

Deixe um comentário