Lubrificação

Qual impacto do óleo básico na composição do lubrificante?

Capazes de minimizar o atrito entre partes metálicas, proteger contra a corrosão e até limpar resíduos, os lubrificantes são essenciais para o bom funcionamento de diversos tipos de equipamentos, reduzindo o desgaste causado pela sua utilização. E até 99% da sua fórmula é composta por um único componente: o óleo básico.

Óleos básicos são utilizados não só para a fabricação de lubrificantes como também de óleos isolantes para transformadores, graxas, fluidos de corte e até produtos farmacêuticos.

Neste artigo, explicaremos melhor o que é o óleo básico, como ele é utilizado em lubrificantes e porque sua qualidade é fundamental para a eficiência da indústria.

Como os óleos básicos são utilizados em lubrificantes?

Os óleos básicos podem ser divididos em 2 tipos químicos principais: os parafínicos, de forma molecular linear; e os naftênicos, com estrutura molecular de anel.

Os óleos parafínicos são os mais utilizados para lubrificantes em geral, pois possuem alta fluidez e uma boa resistência à oxidação.

Mas os naftênicos podem ter desempenho melhor em certas aplicações, como óleo para transformadores e lubrificantes para compressores de refrigeração.

O óleo básico pode compor até 99% da fórmula de um lubrificante de uso industrial, enquanto nos produtos para automóveis é comum que eles representam entre 70% e 90% da mistura.

O restante é complementado com aditivos que melhoram as propriedades naturais dos óleos básicos ou acrescentam qualidades extras ao produto.

Portanto, o óleo básico é a essência de um lubrificante. Quanto maior a qualidade dele, mais eficaz será sua função de proteção, limpeza e lubrificação de peças de equipamentos e motores.

Quais são os grupos de óleo básico utilizados em lubrificantes?

Os óleos básicos são classificados em cinco grupos principais, de acordo com definições do norte-americano American Petroleum Institute (API) e da europeia Association Technique de L’Industrie Europeanne des Lubrifiants (ATIEL).

A classificação do óleo básico depende do tipo de técnica de refinação e processo produtivo utilizado, além das matérias primas envolvidas. Os cinco grupos são:

Grupo 1

Óleos básicos derivados do petróleo e menos refinados. Geralmente são produzidos com a utilização de um solvente e são utilizados para a formulação de muitos dos lubrificantes automotivos disponíveis no mercado brasileiro.

O óleo básico nacional pode chegar a índices de saturação de 67%, o que significa que 33% do produto são impurezas que podem prejudicar o desempenho de equipamentos.

Grupo 2

Os óleos básicos classificados no grupo 2 normalmente são resultantes do processo de hidrorefinação e conseguem apresentar uma fluidez e viscosidade regulares, mesmo em temperaturas relativamente baixas.

Além disso, como possuem boa volatilidade e resistem bem à oxidação, são muito utilizados na América do Norte.

Os óleos do grupo 2 são óleos minerais com menos impurezas e possuem um desempenho melhor que os do grupo 1.

Grupo 3

Os óleos básicos do grupo 3 são os mais refinados entre aqueles com base mineral. Apesar de não serem resultados de processos químicos como os óleos sintéticos, eles possuem um desempenho elevado e estabilidade em diversas de suas propriedades.

Para chegar nos óleos básicos do grupo 3, o petróleo utilizado como base passa por processos de hidroprocessamento e refinação.

Grupo 4

Os óleos básicos do grupo 4 são as polialfaolefinas. São quimicamente processados e por isso possuem baixo ponto de mínima fluidez, alto índice de viscosidade, excelente estabilidade térmica e ótima resistência à oxidação.

São considerados óleos sintéticos por serem obtidos por meio das reações químicas de suas matérias primas.

Grupo 5

Por fim, o grupo 5 abriga os óleos básicos que não estão incluídos em nenhum outro grupo. São os óleos com bases especiais, que podem ser tanto minerais como sintéticas.

Os óleos básicos utilizados em lubrificantes de aviação estão neste grupo.

Qual a diferença entre lubrificantes sintéticos, semi-sintéticos e minerais?

São comercializados lubrificantes com base sintética e mineral, além dos chamados semissintéticos, que misturam os dois tipos anteriores.

Os óleos de base mineral são aqueles produzidos a partir da separação de componentes do petróleo. Eles geralmente são mais baratos, mas demandam aditivos específicos para potencializar suas qualidades especialmente quando utilizados em automóveis. Além disso, possuem níveis maiores de impurezas.

Por serem derivados de petróleo, os preços dos óleos básicos variam de acordo com as alterações dos valores de mercado dessa matéria-prima.

Apesar de não ser tão impactado como outros derivados como a gasolina, os óleos básicos sofrem flutuações de valor expressivas de acordo com o mercado internacional.

Já os óleos de base sintética são aqueles produzidos com reações químicas, o que permite um controle maior das suas propriedades e um desempenho maior. Mas como os processos produtivos desses óleos são mais complexos e onerosos, o produto final também é mais caro.

Por fim, os óleos semissintéticos misturam óleos minerais e sintéticos em sua composição. Para ser comercializado como semissintético, ele deve contar com pelo menos 10% de óleo básico sintético na fórmula.

Geralmente são elaborados para atender especificações de equipamentos específicos sem o custo elevado dos óleos totalmente sintéticos.

Por que é importante um bom óleo lubrificante para a eficiência da indústria?

Uma melhor qualidade do óleo lubrificante resultará em um desgaste reduzido em equipamentos. E com isso, ele terá uma durabilidade maior e uma disponibilidade aumentada, já que serão necessárias menos paradas para a sua manutenção regular.

Também é interessante destacar que um produto superior dura por um período maior, pois com uma base de melhor qualidade ele demora um tempo mais longo para oxidar e deteriorar.

Naturalmente, esses períodos e especificações vão variar de acordo com as características de cada equipamento e as análises químicas dos lubrificantes.

É muito importante conhecer em detalhes as condições que serão impostas aos lubrificantes e se eles serão capazes de tolerá-las.

O óleo lubrificante utilizado no motor de automóveis em países frios, por exemplo, precisa suportar temperaturas que vão de – 40 °C, quando o veículo está desligado, até 250 °C, que a temperatura que pode ser atingida no motor.

Portanto, a escolha do lubrificante ideal varia de acordo com as as especificações dos equipamentos que serão lubrificados e o tipo de trabalho que será realizado.

E você, já conhecia a importância dos óleos básicos na composição dos lubrificantes? Utiliza qual tipo de produto e para qual aplicação? Conte para a gente nos comentários abaixo!

Glossário de Lubrificação

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2 Comentários

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