Lubrificação

Qual o impacto da Norma Euro 6/Proconve P8 para frotas de veículos pesados?

Uma das grandes preocupações do mundo todo é a degradação do meio ambiente e um dos causadores do impacto ambiental são os gases liberados por veículos pesados. Então, sustentabilidade por meio da diminuição da emissão de poluentes é, basicamente, a meta da Euro 6 e Proconve P-8. As normas são válidas apenas para motores movidos a diesel e foram criadas após a realização de testes com os meios de transporte que atendiam às especificações do padrão 5 (Euro 5). Nessas avaliações foram constatadas que a emanação de poluentes ainda não estava baixa, como o esperado. Então, foi desenvolvido um sistema com normas mais rígidas.

Essa é a chamada Euro 6, que já está em vigor nos países da União Europeia. E será implantada no Brasil pelo Programa de controle de emissões veiculares ― Proconve P-8. Para falar um pouco sobre essas normas, preparamos este artigo. Continue a leitura e saiba mais acerca da nova legislação para sua frota!

Confira o que é a norma Euro 6/Proconve P-8

A Euro 6 é um conjunto de normas que tem o objetivo de reduzir a emissão de poluentes por veículos motorizados a diesel. No Brasil, a norma ainda não está vigente, mas tem seu lançamento marcado para o dia 1º de janeiro de 2022. Neste primeiro momento, acontecerão as homologações de novos modelos de veículos, que nunca obtiveram Licença para Uso da Configuração de Veículo ou Motor – LCVM. Em 2023, a determinação será estendida para os demais modelos abrangidos pela Proconve P-8. Esta, diz respeito às emissões para veículos automotores pesados novos, de uso rodoviário no país. E é aplicada a toda a frota, seja de passageiros ou de carga de equipamentos, com motores de ignição por compressão ou centelha, cujo peso mínimo é de 3,856 toneladas.

Ela é regulamentada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), que visa a estabelecer “normas e critérios para o licenciamento de atividades efetivas ou potencialmente poluidoras”. Sendo assim, um dos seus alicerces é a sustentabilidade.

A P-8, que é equivalente à Euro 6, especifica os limites máximos de emissão para gases de escapamento, ruído e partículas. Também, os requisitos de sistemas de diagnóstico de bordo, durabilidade, testes em uso, entre outras disposições. Essa norma vem para alinhar a regulamentação brasileira para veículos pesados com a da União Europeia.

É importante mencionar que, comparada à legislação atual, a Euro 6 prevê uma redução de 72% da emissão de hidrocarbonetos, deixando um limite de 0,09 gramas para cada cavalo de potência, por hora de funcionamento do motor. Já em relação à emanação de enxofre, a margem passa de 0,02 ppm para 0,01 ppm. Já o óxido de nitrogênio (NOx) é proibido em quantidade maior que 0,29 g/cv ― 80% a menos do que a atual norma brasileira. Por fim, outra exigência é o uso de combustível mais limpo, a exemplo do diesel S-10.

Dificuldades de uma implementação no Brasil

O Brasil precisou adequar a Euro 6 a uma normatização própria (o Proconve P-8). Isso porque a versão europeia encontraria algumas dificuldades de ser implementada em nosso país. O primeiro ponto, é claro, é a nossa realidade. A norma P-8 foi criada exatamente para adequar as diretrizes europeias à vivência em solo brasileiro, a exemplo do especificado em relação à performance dos motores. A nossa legislação permite um Peso Bruto Total Combinado (PBTC) maior que nos países da Europa. Outra diferença é a distinção de condições entre as estradas. Aqui, os veículos precisam ser mais robustos, o que impacta na potência, no consumo e na tecnologia utilizada.

[FAQ] Principais dúvidas sobre lubrificação de veículos leves e pesados

Esse é outro desafio para os brasileiros. Tanto que a atual lei, baseada na Euro 5, já encontrou dificuldade quando foi implementada. E, claro, talvez achemos alguma adversidade quando chegar a hora de entrar em vigor o Proconve P-8. Na Euro 6, por exemplo, há a exigência de tecnologias nos motores. Essa atualização gerará custos adicionais de produção, visto que não são todos os veículos que a possuem.

Conheça quais as tecnologias utilizadas pela Euro 6

Falando em tecnologia, vamos explicar um pouco mais sobre as três tecnologias utilizadas pelos motores da Euro 6. São elas:

Redução Catalítica Seletiva (SCR)

Essa tecnologia foi criada com o intuito de reduzir as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) em veículos pesados. Já foi desenvolvida para a Euro 5 e funciona diminuindo esse gás extremamente tóxico, utilizando um reagente químico para atender à legislação de emanação de gás.

Recirculação de Gases da Exaustão (EGR)

Mais uma solução que colaborou com a redução de fumaças pretas emitidas por ônibus e caminhões. E essa tecnologia faz exatamente o que o nome sugere: a recirculação dos gases. Dessa forma, apenas uma parte do gás é lançado na atmosfera. Esse processo, aliado a um catalisador de oxidação de diesel e filtro para material particulado, permite que o veículo atinja os níveis de NOx exigidos.

Uso de diesel com teor reduzido de enxofre: S-10

Como mencionamos, essa é mais uma exigência da Euro 6. O diesel S-10 tem 8% de biodiesel, teor de enxofre de 10 mg/kg e já é comercializado no Brasil desde 2014. Possui a capacidade de agir como solvente de impurezas e objetiva a reduzir danos ao meio ambiente. Isso por meio da diminuição de partículas nocivas na atmosfera. Se comparado ao diesel comum (S500), o S-10 tem um nível de 42% de cetano, o que aumenta o desempenho do motor.

Como você viu, a Euro 6 e o Proconve P-8 trarão algumas mudanças para os veículos. E, claro, isso impactará também na sua empresa que terá que adequar a frota para cumprir essa lei e, assim, garantir mais sustentabilidade aos negócios. Enquanto a norma ainda não está em vigor, que tal continuar a cuidar do seu maquinário? Então, leia também: Melhores práticas para manutenção de equipamentos para construção civil.  Aproveite e cadastre-se, também, na nossa lista exclusiva no Telegram. Lá você recebe todas as nossas novidades em primeira mão.

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