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Governança e compliance: quais as melhores estratégias para fortalecê-las?

No atual cenário econômico e social, é cada vez mais importante que a gestão das empresas esteja comprometida com a transparência, a ética e os princípios morais da sociedade. E para alcançar isso, é muito importante ter boas políticas de governança e compliance implementadas.

Governança corporativa é o nome dado aos processos, regulamentos e práticas que ordenam a gestão de uma empresa, com o objetivo principal de garantir os interesses dos seus sócios e acionistas.

Já o compliance é o conjunto de técnicas e práticas de uma empresa que asseguram que ela esteja em conformidade com as leis e normas que regem sua atividade.

Neste artigo, explicaremos melhor como funcionam esses conceitos na prática e quais são as melhores estratégias para fortalecer essa mentalidade em uma empresa. Boa leitura.

Combine governança e compliance em uma gestão ética

Apesar de serem dois conceitos diferentes, governança corporativa e compliance podem ser considerados como partes complementares de uma gestão ética para uma empresa.

Com uma governança sólida, a organização é capaz de prestar contas aos seus acionistas e outras partes interessadas e demonstrar o valor que está sendo gerado, comprovando o comprometimento dos gestores com a missão, os valores e a visão do negócio. E um dos elementos indispensáveis em uma governança amadurecida é a transparência da gestão.

É importante que os acionistas consigam enxergar com os próprios olhos os números e balanços da companhia na qual eles investiram.

Com uma política de transparência, é possível que essas partes interessadas entendam o caminho que está sendo percorrido pelo negócio e como a gestão conduzirá a empresa por ele.

Uma vez que a governança corporativa é amadurecida, são reduzidos os conflitos de interesses dentro da gestão da empresa e os executivos vão agir em concordância com os objetivos da organização e não com os seus próprios interesses. Logo, a governança assegura que a empresa seguirá seus próprios valores e princípios morais.

Mas para uma gestão verdadeiramente ética, é importante ir além disso: é preciso garantir também que as regras e normas que regem a atividade da companhia sejam cumpridas. E para isso existe o chamado compliance.

O termo compliance vem do inglês e pode ser traduzido como “conformidade”. No meio corporativo, ele é utilizado para se referir aos mecanismos, técnicas e práticas que fazem com que uma empresa esteja em conformidade com a lei. Quando se diz que uma empresa está em compliance, significa que ela não descumpre nenhum tipo de regra ou legislação na sua operação.

Se uma empresa descumpre a lei vigente, além de uma falha moral grave, ela abre um risco jurídico imenso que pode acarretar em multas pesadas e até na prisão de gestores e acionistas.

Por outro lado, se uma empresa cumpre com as leis, ela agrega um valor ético aos negócios que vai transmitir confiança para seus investidores, acionistas e clientes. Portanto, o compliance pode ser enxergado como um ativo intangível importantíssimo.

Uma gestão ética é feita da combinação da governança corporativa com o compliance. Mas, para serem efetivos, esses dois conceitos precisam estar enraizados na cultura organizacional.

Implemente uma cultura de governança e compliance na empresa

Para fortalecer a cultura de governança e compliance na empresa, é preciso começar a introduzir esses conceitos na cultura da organização.

E essa não é uma tarefa imediata que é resolvida em algumas decisões tomadas em poucas reuniões, mas sim um trabalho extenso e intenso de transformação estrutural da empresa.

O primeiro passo para isso é definir uma estratégia sólida de compliance, documentando os princípios e práticas que serão seguidos por todos colaboradores da empresa em suas atividades.

Muitas empresas já formatam manuais de compliance com as regras da empresa e as leis locais que precisam ser respeitadas pela equipe.

Essa cultura deve estar alinhada com a estratégia de negócios da empresa. Isso significa que não deve existir contradição entre os princípios éticos da organização, o compliance e a governança.

Em alguns casos, pode ser necessário agir com mudanças estruturais nos valores e missão do negócio, de forma que eles se adequem com a ética.

Uma vez que essa cartilha está definida, é hora de iniciar a implementação. Como qualquer mudança cultural, é importante que o compliance e a governança sejam implementados de cima para baixo.

A gestão deve liderar pelo exemplo e serem os primeiros a aderir às práticas éticas que estão sendo introduzidas na empresa. Não adianta ter regras definidas se o CEO da organização será o primeiro a descumpri-las.

Depois que as lideranças já estão comprometidas com a ética, é hora de definir papéis e responsabilidades em toda empresa. Para que o compliance e a governança corporativa funcionem, é necessário a participação de todos, assim como saber quais são as responsabilidades concretas de cada um.

E para difundir essas incubências e regras de postura, é muito importante colocar a comunicação para trabalhar a favor do compliance e da governança corporativa, divulgando não só o código de conduta mas também os bons exemplos de quem está cumprindo esses deveres dentro da empresa.

Alinhe a estratégia de compliance com parceiros e fornecedores

Por fim, é crucial que a empresa alinhe sua política de compliance com os seus parceiros e fornecedores. Isso significa que as empresas que trabalham próximas ao negócio devem conhecer e estar de acordo com as regras éticas estabelecidas na companhia.

Uma empresa que realiza irregularidades em sua operação, pode comprometer também o compliance dos seus parceiros. Uma companhia que sonega impostos, por exemplo, pode conseguir uma margem melhor na venda dos seus produtos graças a essa contravenção.

Se outra empresa adquire esses produtos com valores que foram obtidos graças a uma vantagem competitiva ilegal, ela está indiretamente colaborando com essa irregularidade, mesmo se estiver cumprindo com todas as leis que impactam sua operação diretamente.

Por mais que teoricamente a empresa não esteja fazendo nada de errado, essa ação pode gerar alguma coisa por baixo dos panos que manchará a reputação da organização.

Por outro lado, há uma credibilidade associada às empresas em conformidade com as normas de compliance. As parcerias feitas com quem possui uma política de compliance bem estruturada agregam valor ao negócio e colaboram para uma gestão ética.

E agora que você já sabe como fortalecer a governança e compliance em uma empresa, que tal compartilhar este artigo com seus colegas de trabalho nas redes sociais?

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