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Logística integrada: quais os benefícios de sua aplicação na indústria

As inovações e transformações causadas pela tecnologia impactam diferentes setores do negócio, inclusive a cadeia de suprimentos.

A logística integrada faz parte desse processo, um novo modelo que garante um relacionamento maior entre os setores e da empresa com outros stakeholders.

A ideia desse conceito é garantir uma gestão estratégica, que envolva aquisição, movimentação, distribuição, armazenagem e todo o fluxo de informações. Todas as etapas são aplicáveis para a indústria, mas exigem um relacionamento cooperativo e que vise à constante evolução.

Para entender melhor o que é esse conceito e como ele é utilizado na indústria, neste post abordamos o assunto a partir de sua definição, funcionamento e vantagens. Continue lendo!

A logística integrada e suas três áreas

Essa abordagem prevê a reunião de diferentes medidas e ações que asseguram a interligação da supply chain ao processo de produção e performance dos colaboradores.

O propósito é fazer uma gestão estratégica e eficaz por meio da inclusão de diferentes processos relacionados, mesmo que sejam provenientes de outros setores.

Isso significa que, por exemplo, compras, vendas e atendimento ao cliente são integrantes de um processo de gestão mais amplo.

Os setores têm uma atuação mais abrangente e a expectativa é que compartilhem informações relevantes para implementar melhorias e manter um fluxo de dados contínuo.

Essa medida é uma contraposição ao método tradicional, que incluía apenas processos operacionais, caso da gestão de estoques e de transporte. Seu surgimento é originado de uma necessidade do mercado, que se tornou mais competitivo.

Ao mesmo tempo, os clientes também ficaram mais exigentes. Essas mudanças obrigaram as indústrias a melhorar a eficiência do processo e atingir níveis mais altos de qualidade.

Para chegar a esse patamar — e facilitar a gestão e o monitoramento dos processos —, a logística integrada é dividida em três áreas:

Inbound

Essa área trabalha com processos de recebimento e estoque de mercadorias. Por isso, abrange a comunicação entre fornecedor e empresa. Estão incluídos:

  • relacionamento com fornecedores;
  • aquisição e controle de qualidade de matérias-primas;
  • transporte de matéria-prima;
  • armazenamento de produto ou matéria-prima.

As estratégias estão relacionadas à redução de custos e à manutenção de um bom relacionamento com parceiros e fornecedores. Devido a essa característica, a logística inbound representa a gestão de suprimentos.

Outbound

O objetivo aqui é analisar os processos de distribuição de produtos, que podem ser para pontos de venda, entrega de itens para o cliente final ou relacionamento com consumidores e distribuidores.

O foco deve ser a satisfação do usuário para que seja realmente eficiente. Portanto, a logística outbound abrange estratégias que visam à qualidade e à agilidade dos clientes, assim como redução de custos nas entregas.

Industrial

O foco dessa área é abastecer os processos produtivos para que as linhas de produção recebam os produtos. Também está incluído o controle de qualidade das mercadorias e seu armazenamento até o momento do envio.

Dessa forma, o controle de materiais utilizados é outro requisito considerado. Em suma, abrange as operações de programação, planejamento e controle da produção.

Com a união desses três vieses, é formado todo o procedimento de prestação de serviço e demanda, desde o momento da compra de matérias-primas até a entrega de produtos acabados.

É por isso que a comunicação se torna tão relevante para o funcionamento dessa estratégia. Caso contrário, haverá falta de otimização, alinhamento e sinergia.

O funcionamento da logística integrada

O primeiro aspecto a ser garantido é a comunicação entre os setores e da empresa com os clientes e fornecedores. Para isso, é preciso ter total integração e manter um fluxo claro, contínuo e objetivo das informações sobre os processos executados.

Para ter uma ideia de como isso ocorre na prática, basta ver o seguinte exemplo: o setor de estoques informa sobre os níveis de cada produto para que o setor de compras compreenda o que falta.

A partir disso, o fornecedor é acionado. Nesse contexto, a área de vendas também precisa conhecer essas informações, a fim de identificar a disponibilidade de produtos para oferecer aos clientes.

Esse exemplo é claro e demonstra a importância do processo. Ele também evidencia que o funcionamento pode ser feito pelo compartilhamento de informações, gestão da comunicação entre as áreas e o uso de tecnologias. Contudo, é possível dividir o funcionamento em algumas etapas para entendê-lo melhor. Confira!

Fluxo de materiais

A área trabalha com gestão e movimentação de materiais. O objetivo é evitar desperdícios e reduzir as perdas de materiais. Para isso, é preciso focar em qualidade do processo.

O contato e o bom relacionamento com os fornecedores é imprescindível para acelerar o processo de produção. Como resultado, é possível controlar o volume de produtos armazenados nos centros de distribuição a fim de monitorar o tempo de chegada e evitar atrasos.

Circulação de matérias-primas

O profissional que trabalha nessa função lida com o deslocamento de insumos e matérias-primas com o propósito de acelerar a linha de produção.

O controle de produto visa a evitar falta de material para continuar o processo produtivo, desde a movimentação até a chegada ao setor de expedição. Também é preciso monitorar o tempo despendido para melhorar a eficiência e evitar atrasos.

Transporte e distribuição

O processo é finalizado aqui. A mercadoria chega ao consumidor final, ou aos pontos de vendas ou de distribuição. É fundamental que todos os aspectos estejam de acordo com os níveis de qualidade e preços competitivos.

Em todas essas etapas, a tecnologia é um aspecto indispensável para reduzir custos, facilitar a gestão e a comunicação e aumentar as oportunidades. É possível usar algumas opções, como:

  • sistema ERP, para integrar as informações e os processos, calcular estoque mínimo, fazer controle de fretes e até roteirização da carga;
  • Radio Frequency Identification (RFID), que permite monitorar a entrega em tempo real;
  • controle mobile, a fim de identificar alguns aspectos do ERP, como estoque mínimo, fazer solicitações de compra, requerer coleta de mercadoria etc.;
  • computação em nuvem, para manter as informações mais seguras e acessíveis em qualquer dispositivo móvel.

4 vantagens para as indústrias

O sistema de logística integrada é aplicável em diferentes setores, inclusive nas indústrias. Ele traz melhorias em vários aspectos. Por isso, vamos listar as principais vantagens abaixo. Acompanhe!

1. Redução de custos logísticos

A diminuição dos gastos é verificada em diferentes aspectos, como aumento da produtividade, mitigação dos erros e retrabalhos, redução dos desperdícios etc. Mais que isso, a gestão de custos é imprescindível em todas as etapas produtivas.

Isso acontece por meio do uso de tecnologias, que favorece o gerenciamento eficaz da cadeia de suprimentos. Além disso, há otimização das atividades por meio de uma gestão mais eficiente e integrada.

2. Eficiência da produção

A integração da comunicação e dos processos oferece uma visão estratégica. Com essa análise, é possível planejar os custos para evitar inconsistências e falhas. Ainda são verificadas melhorias na gestão de estoque devido à abrangência da abordagem.

3. Credibilidade das informações compartilhadas

A centralização das informações traz segurança e credibilidade aos diferentes setores. Os dados são controlados por meio de softwares e até mesmo o fluxo de ideias é compartilhado e divulgado com todos.

A partir dessa melhoria de comunicação, os gestores têm acesso às informações de maneira rápida e podem utilizá-las para subsidiar suas tomadas de decisão.

Um exemplo é a definição de quantos itens de determinado insumo deve ser adquirido para atender às demandas do setor produtivo.

Também se torna mais fácil determinar como os recursos serão alocados, quais são os prazos de entrega, os métodos de valoração de estoque e como aumentar a produção sem elevar os custos de forma proporcional.

4. Diminuição de desperdícios

A redução de desperdícios é conferida em diferentes processos, especialmente na circulação e aquisição de matérias-primas. Um exemplo é o caso de formar estoques que demorarão para ser utilizados. Por mais que os itens não estraguem, são desperdícios porque representam capital de giro parado.

Mais que isso, a eficiência dos processos e o controle das informações evitam que as decisões sejam tomadas de forma errada. Isso também propicia um controle de qualidade mais preciso para evitar imprevistos.

Assim, a logística integrada é um processo interessante para qualquer indústria, por garantir uma boa gestão da cadeia de suprimentos.

Para isso, é preciso contar com as tecnologias e realizar uma mudança cultural na organização para que todos trabalhem de maneira conjunta.

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