Ferramentas da indústria 4.0: como as empresas estão aplicando as novas tecnologias? Ferramentas da indústria 4.0: como as empresas estão aplicando as novas tecnologias?

Ferramentas da indústria 4.0: como as empresas estão aplicando as novas tecnologias?

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Muito tem se falado sobre as tecnologias 4.0 e as mudanças que elas têm causado nas organizações — sem contar o leque de possibilidades que se abre para o futuro, já que soluções disruptivas estão surgindo cada vez mais. Nesse contexto, surgem ferramentas da Indústria 4.0 e suas aplicações na prática.

Elas estão diretamente ligadas à Quarta Revolução Industrial e às transformações que as empresas têm passado para acompanhar essa nova era que está se iniciando na manufatura.

Neste post, você vai descobrir como algumas delas já estão sendo utilizadas, o que proporcionam para os processos e os benefícios que as organizações podem obter com a implementação. Boa leitura!

Quais são os pilares da Indústria 4.0?

Os pilares da Indústria 4.0 consiste nas novas tecnologias que, aplicadas em conjunto, garantem a transição para a Quarta Revolução Industrial. Ao todo, trata-se de nove ferramentas. São elas:

  • Big Data;
  • Internet das Coisas (IoT);
  • Computação na Nuvem;
  • Realidade Aumentada;
  • Integração de sistemas;
  • Simulações;
  • Manufatura Aditiva;
  • Cibersegurança;
  • Robôs autônomos.

Além desses pilares, os princípios que caracterizam uma Indústria 4.0 envolvem a capacidade de operação em tempo real, a modularidade, a descentralização, a virtualização e a orientação a serviços. A soma de tudo isso define bem como funcionarão os sistemas de produção inteligente que veremos cada vez mais nos próximos anos.

Afinal, como as ferramentas da indústria 4.0 funcionam na prática?

Já é possível observar o uso de algumas dessas ferramentas na prática em processos industriais. Nos próximos tópicos, vamos explicar algumas delas.

Manufatura conectada

A manufatura conectada — por meio de tecnologias como a Internet das Coisas e a Computação na Nuvem — permite que as operações sejam monitoradas em tempo real, o que contribui para otimizar o processo produtivo.

Com as máquinas conectadas a sistemas de informação, os gestores passam a acompanhar o desempenho desses equipamentos e todos os aspectos ligados à produção dos pedidos.

Tudo isso permite uma atualização constante das informações ligadas ao chão de fábrica, garantindo que a produção atenda aos requisitos de qualidade. Além do mais, o aumento do nível de precisão e eficiência operacional é consequência do uso das tecnologias.

Manutenção preditiva com Internet das Coisas

A Internet das Coisas também pode ser utilizada para otimizar processos de manutenção preditiva. Por meio dela, os sistemas podem monitorar os sensores das máquinas, indicar alguma inconsistência e indicar a necessidade da realização de reparos.

Em alguns casos, dependendo do nível de automação, é possível configurar robôs para fazer esse trabalho de manutenção. Assim, diminui-se o tempo necessário para a execução desse tipo de trabalho, o que, consequentemente, reduz o tempo de parada — e os custos ligados a ela.

Monitoramento do tempo dos ciclos

Mais uma vez, a Internet das Coisas entra em cena e, aliada à manufatura conectada, é possível utilizar sistemas que permitem monitorar os ciclos de dados de todo o maquinário da empresa. Assim, os gestores e técnicos passam a avaliar o status e a evolução da produção em tempo real.

A partir dos relatórios gerados, torna-se possível identificar as ineficiências e elaborar estratégias mais acertadas. Uma das formas de se fazer isso é por meio da alteração dos parâmetros de acordo com a variação da demanda.

Realidade aumentada e virtual para operações e treinamento

A realidade aumentada consiste em um ambiente virtual criado em computadores e, nele, os usuários podem fazer imersões e executar diversas tarefas. O objetivo é ampliar as possibilidades de interação entre o mundo físico e o virtual.

Já a realidade virtual é um sistema que fornece um ambiente de interação capaz de alterar os sentidos e a percepção de uma pessoa. Assim como a realidade aumentada, ela também permite a realização de imersões — e pode (ou não) proporcionar interações com a aplicação.

Um dos maiores benefícios de se utilizar esse tipo de tecnologia está na possibilidade de aprimorar a realização de treinamentos práticos para os colaboradores. Dessa forma, é possível monitorar suas reações a determinados estímulos, sem o mesmo risco que a atividade feita de forma presencial causaria.

Monitoramento da qualidade dos produtos

A fim de garantir a qualidade dos produtos manufaturados, as empresas realizam uma série de testes nos itens ao longo dos processos. Nesse sentido, o investimento em automação reduz drasticamente a necessidade de trabalhos manuais.

A partir daí, tanto o monitoramento quanto as manutenções são feitos de forma automatizada, resultando na simplificação dos fluxos de trabalho e na redução de custos. No final das contas, a produção se torna mais eficiente e eficaz.

Gêmeo digital e realização de simulações

O gêmeo digital (também chamado de Digital Twin) consiste em uma cópia virtual idêntica a um objeto físico. Ela fornece informações e insights valiosos no que diz respeito às características de determinado produto.

Essa tecnologia permite que profissionais de diversas áreas consigam estimar o resultado de uma produção, por meio de simulações do modo de uso e das aplicações desses itens. Com isso, as empresas passam a realizar diversos testes com produtos ainda na fase de desenvolvimento — identificando melhorias que devem ser feitas antes do lançamento.

Quais impactos podemos esperar com a aplicação dessas tecnologias?

Como você pôde ver, as ferramentas da Indústria 4.0 têm diversas aplicações dentro de uma fábrica. Além de modificar a forma como os processos são geridos e executados, elas trazem diversos impactos como:

  • automação de diversos processos que ainda não eram contemplados por essas novas tecnologias;
  • aumento da produtividade;
  • redução do índice de erros e necessidade de retrabalhos;
  • aumento das taxas de sucesso na produção de novos itens;
  • redução dos custos operacionais;
  • melhoria no serviço de manutenção;
  • aumento da disponibilidade das máquinas.

O investimento nas ferramentas da Indústria 4.0 pode levar as organizações a novos patamares, tornando-as mais modernas, eficientes e competitivas. Apesar de algumas delas ainda não serem potencialmente exploradas (como é o caso da realidade aumentada), as empresas precisam estar atentas ao que o mercado e essa transformação digital têm a oferecer.

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