Manutenção Industrial

Plano de lubrificação na construção civil: como implementar para ter mais produtividade?

Aumento da temperatura operacional, indisponibilidade do maquinário, formação de verniz e gastos que sempre extrapolam o orçamento. Quem atua na construção civil sabe que esses problemas, infelizmente, ainda são bem comuns no canteiro de obras. Entretanto, aqueles que instituem um plano de lubrificação eficiente têm resultados melhores, uma vez que os danos são mitigados.

Mas por onde começar? O que determina o sucesso do plano de lubrificação? De fato, a construção civil traz algumas particularidades para o processo. O ambiente operacional, por exemplo, é diferente da siderurgia, o que influencia na definição e frequência dos cuidados a serem realizados.

Para ajudá-lo, trouxemos, neste artigo, algumas dicas de como implementar um plano de lubrificação na construção civil. Acompanhe!

O que considerar ao elaborar um plano de lubrificação para a construção civil?

Traçar um plano de lubrificação é essencial para manter a produtividade do canteiro de obras. Além do mais, é a partir dele que os profissionais poderão determinar prioridades, estipular as paradas e pleitear, junto à área de compras, os melhores insumos.

Antes de seguirmos para as dicas de como elaborá-lo, é sempre bom lembrar que cada empresa tem suas especificidades! Portanto, as recomendações que virão são bastante abrangentes e se enquadram a todos os modelos de negócio. Para indicações personalizadas, o manual do fabricante é um dos maiores aliados. Lá você encontrará direcionamentos importantes acerca dos fluidos e graxas industriais, tais como viscosidade e frequência de relubrificação. Dito isso, veja por onde começar a implementação do seu plano de lubrificação.

[FAQ] Principais dúvidas sobre lubrificação de veículos leves e pesados

1. Faça um levantamento completo do maquinário

É por aqui que todo plano de lubrificação deve começar. Tenha em mãos todos os equipamentos da planta e, na sequência, cheque quais os principais pontos de atenção de cada um deles. Embora seja complexo, os profissionais da construção civil podem contar com o manual do fabricante para sanar dúvidas. Esse pode parecer um cuidado básico, mas é inegável que muitos acabam colocando a experiência empírica acima das indicações das OEMs.

No Inovação Industrial, você encontra o artigo “Lubrificação na construção civil: qual fluido indicado para cada aplicação”. No material, que conta com a participação dos especialistas técnicos da PETRONAS Daniel Cruz e Bruno Hauber, você fica por dentro de algumas dicas para os principais equipamentos e sistemas da construção civil.

2. Determine a rota e frequência de lubrificação

Na construção civil, alguns equipamentos precisam ser lubrificados durante a operação, enquanto outros exigem o desligamento. Conhecer essas particularidades é fundamental para um plano de lubrificação eficaz. Com isso em mente, busque otimizar as rotinas de manutenção para os horários mais convenientes. E, claro, considere a logística envolvida na operação.

Esse ponto é especialmente delicado se considerarmos o ambiente empoeirado no qual as atividades são desenvolvidas. O fator, embora intrínseco à construção civil, faz da contaminação um desafio constante para os profissionais da área. Portanto, a estocagem de graxas industriais e fluidos nem sempre ocorre no mesmo local, o que demanda um estudo acerca da viabilidade dos processos.

3. Identificação dos lubrificantes e graxas necessários

Essa é uma das etapas mais cruciais da elaboração de um plano de manutenção. Afinal, caso as definições ocorram de forma equivocada, todos os benefícios que seriam atingidos por um planejamento eficiente são colocados em xeque. Como mencionamos acima, o manual do fabricante é o melhor guia que os profissionais podem ter em mãos. Ao seguir as determinações das OEMs, garante-se que o equipamento terá o que precisa para manter seu desempenho.

Os investimentos em manutenção que fazem a diferença

Também é importante atentar-se à etiquetagem e identificação dos lubrificantes e graxas nas máquinas. A boa notícia é que já existe muita tecnologia à disposição para que isso ocorra da melhor maneira. Os QR Codes são um ótimo exemplo. Quando utilizados na lubrificação, são de grande ajuda na hora de garantir a aplicação correta. Isso porque, no momento do abastecimento, já existem tecnologias que verificam o código do equipamento e reconhecem o que foi lido no tanque. Caso não haja similaridade entre eles, a operação é interrompida.

4. Alinhamento entre os setores

Embora seja claro que o plano de lubrificação deva ser realizado pelos profissionais de manutenção, sem o alinhamento com outras áreas, ele não surtirá efeitos. A já citada área de compras é uma delas, mas o estoque também deve ser considerado. E aqui, talvez, exista um ponto que pode ser um desafio para a manutenção. Afinal, o lean manufacturing vem ganhando espaço na indústria e é um conceito que preza pelos estoques enxutos.

Por conta dessas particularidades, é imprescindível que manutenção, compras e estoque atuem de maneira coordenada e harmônica. Para isso, compartilhar o plano de lubrificação com os departamentos e levá-los em conta na hora de determinar os calendários é fundamental.

5. Controle

Mais que elaborar e implementar um plano de lubrificação, é preciso mantê-lo no radar dos profissionais. Por isso, o controle é tão importante para o sucesso das estratégias determinadas. O profissional responsável por essa tarefa deve saber, de maneira inequívoca, as tarefas que foram realizadas, suas respectivas datas e aquelas que não puderam ser feitas. Além de, claro, ter sempre em mãos a lista de insumos que precisam de reposição ou que não vêm apresentando um bom desempenho.

Para a construção civil, manter um bom plano de lubrificação é essencial para o bom rendimento ― e lucratividade ― dos trabalhos. Isso não acontece apenas pela não interrupção do serviço, mas também de várias outras formas. Maior vida útil das máquinas, menor ociosidade dos colaboradores, sistemas e componentes protegidos são apenas alguns exemplos.

Agora que você já sabe como elaborar e implementar um plano de lubrificação, poderá gostar de outro artigo voltado a esse segmento: “4 dicas para estender o período de troca de óleo em equipamentos de construção”. Aproveite e cadastre-se também na nossa lista exclusiva no Telegram para receber nossas novidades em primeira mão.

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