Lubrificação

Tabela de equivalência de lubrificantes industriais: os cuidados necessários ao analisar as equivalências dos produtos

Os cuidados com a lubrificação industrial são parte da rotina de organizações que atuam em diversos segmentos. Nesse sentido, o uso de uma tabela de equivalência de lubrificantes industriais tende a contribuir para que o processo seja otimizado. 

Muitas vezes, as análises acontecem de forma inapropriada, porque levam em consideração fatores que não se constituem como verdadeiros parâmetros de comparação. Para que você tenha um controle melhor sobre essas diferenças e similaridades, preparamos este texto. Ao longo do conteúdo, mostraremos quais são as aplicações possíveis para essa tabela e os ganhos que ela proporciona. Acompanhe até o fim para saber mais!

As aplicações da tabela de equivalência de lubrificantes industriais

A fim de preparar este artigo da melhor forma possível, entrevistamos Gabriel Boratto de Oliveira, do time de assistência técnica da PETRONAS — empresa especializada na fabricação e comercialização de uma linha completa de lubrificantes de alta performance em mais de 100 mercados ao redor do mundo.

“A partir do contato com o projeto de equipamentos, a lubrificação se torna muito relevante, sendo algo bem presente na Engenharia”, contextualiza Gabriel, que lida com diferentes tipos de lubrificantes industriais.  Ainda segundo ele, a tabela de equivalência é uma ferramenta pensada para auxiliar no cotidiano das indústrias. Ou seja, quem não compreende o suficiente sobre lubrificação pode encontrar algumas dificuldades na hora de usá-la.

É recomendado que a utilização desse instrumento seja cuidadosa, afinal, ele não resolve todos os problemas. Quando surgem dúvidas a respeito das similaridades entre os produtos, por exemplo, é fundamental pesquisar sobre os insumos em questão, verificar a aplicação de cada um deles e conhecer as normas que eles seguem. Boa parte dessas informações pode ser encontrada na ficha técnica dos equipamentos.

Glossário de Lubrificação

“Conhecer as normas é essencial, pois o erro de colocar um produto inadequado pode parar a produção e trazer prejuízos consideráveis”, explica Gabriel. Sendo assim, cabe ressaltar que as normas são estabelecidas pelos fabricantes para garantir que determinado insumo funcionará bem em dado equipamento.

Em poucas palavras, o processo de busca pela equivalência deve conter as seguintes etapas:

  • analisar a aplicação dos lubrificantes;
  • verificar as normas seguidas;
  • considerar a classificação de viscosidade — para fluidos industriais, geralmente é a ISO que determina tal padrão.

Por consequência, todos os dados precisam ser considerados antes de apontar se um produto é equivalente ao outro. Tenha em mente que essas tabelas vivem em constante atualização, porque os insumos são alterados e aperfeiçoados no decorrer do tempo. “Até mesmo porque novas tecnologias surgem com frequência”, justifica Gabriel. 

Os ganhos do uso da tabela de equivalência de lubrificantes industriais

Saiba que, quando a empresa que produz o lubrificante vai até o fabricante de um equipamento, também conhecido como OEM (Original Equipment Manufacturer), ocorre a homologação do produto. São feitos vários testes de performance com o insumo e ele só recebe as especificações normativas, caso alcance o sucesso nessas avaliações. 

Dito isso, o suporte de uma ferramenta como a tabela de equivalência entre lubrificantes industriais é mais do que útil para reduzir gastos e fazer uma lubrificação correta, entre outras vantagens, como:

  • facilitar a busca por um produto similar sem prejudicar a integridade do equipamento e o andamento da produção;
  • ganhar tempo para analisar todos os parâmetros necessários;
  • otimizar a decisão de compra dos produtos.

Existe, ainda, outro ganho significativo. Dependendo da localidade, alguns produtos podem ficar indisponíveis por períodos indeterminados. Gabriel explica que, “em situações como essa, a indústria pode se amparar na tabela, a fim de buscar alternativas condizentes com a demanda”. Desse modo, as melhores tabelas são as que mostram as aplicações em equipamentos distintos — compressores, redutores, turbinas, partes hidráulicas etc.

3 erros comuns na análise de similaridades 

Apesar de esse processo ser um poderoso aliado para quem trabalha na indústria, alguns erros podem acontecer durante a análise de similaridades entre lubrificantes. Contamos com a ajuda do entrevistado para fazer uma lista com os principais equívocos: veja, a seguir, quais são eles.

1. Não tomar cuidado com o top up

Colocar um lubrificante por cima de outro, que já está no equipamento, com o intuito de completá-lo, é uma prática conhecida como top up. Embora seja comum, é preciso ter atenção a alguns detalhes ao realizar esse procedimento.

“Mesmo quando se trata de lubrificantes similares, o ideal é não misturá-los, porque isso pode gerar uma interação química indesejada, separando aditivos ou formando espumas. O top up também pode alterar características físico-químicas dos produtos”, adverte Gabriel. Por isso, é melhor retirar todo o lubrificante antigo, fazer o flushing (lavagem do equipamento) com o produto que vai ser usado e iniciar um novo ciclo.

2. Confundir a viscosidade

Desconhecer a viscosidade indicada para um uso específico e escolher qualquer produto de uma linha tende a ser um grande erro. Procure saber o que o fabricante recomenda antes de decidir — se deve ser um lubrificante multiviscoso ou não, por exemplo. 

3. Fazer comparações incorretas

Em algumas organizações, a utilização de um produto inapropriado persiste, desde a chegada do equipamento ao parque industrial. Dessa forma, a consulta ao manual do equipamento é imprescindível para fazer comparações que tenham sentido e compartilhem dos mesmos parâmetros. 

Não se esqueça de que tabelas de similaridade oferecem estimativas em vez de resultados exatos. Por isso, não vale a pena misturar lubrificantes ou tratar essa ferramenta como uma garantia de performance. 

Os diferenciais dos lubrificantes PETRONAS

Um dos grandes diferenciais no portfólio da PETRONAS é que a linha industrial da marca é global, ou seja, os produtos podem ser usados e comparados no mundo todo — não há uma diferença entre os insumos aplicados no Brasil em relação aos que são utilizados na Europa, garantindo uma confiabilidade global. Além disso, os lubrificantes PETRONAS contemplam vários setores da indústria, visto que é uma linha bastante extensa.

Como você pôde ver neste artigo, uma tabela de equivalência de lubrificantes industriais tende a ser de grande utilidade para que o seu negócio se mantenha produtivo e com boas margens de lucro. Ainda assim, é preciso contar com os melhores produtos do mercado para o melhor desempenho e conservação dos equipamentos.

Se você gostou do conteúdo, aproveite para baixar gratuitamente a nossa tabela de similaridade industrial agora mesmo!

Tabela de similaridade industrial

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1 Comment

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