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Liderança remota: como manter o engajamento dos colaboradores?

O home office já não é novidade há algum tempo. Embora o conceito seja bastante conhecido, sua implementação ainda enfrentava resistência por grande parte das empresas por dúvidas sobre como realizar a liderança remota das equipes. Na verdade, em 2019, apenas 31,97% das organizações permitiam o trabalho em casa, segundo o levantamento O Trabalhador Digital: uma visão nova do trabalho. Os números de 2020, claro, ainda não foram divulgados, mas não será surpresa para ninguém se o percentual der um salto.

Diante da pandemia do coronavírus, este modelo de trabalho se mostrou a única saída para manter as atividades em muitas indústrias. O distanciamento social, recomendado pelas autoridades de saúde, passou a fazer parte dos protocolos de medidas de segurança e os colaboradores integrantes dos grupos de riscos foram, então, liberados para seguir em isolamento. Como forma de diminuir as chances de contágio, muitos gestores também permitiram que os trabalhos administrativos seguissem em home office.

Foi então que a Indústria 4.0 mostrou que é inevitável. Aqueles que já colhiam dados, puderam aproveitar o arrefecimento da produção para analisar e planejar a retomada com calma e não sofreram o impacto da transição do escritório para a casa. Já quem ainda resistia às inovações, como a infraestrutura em nuvem, precisou traçar estratégias de última hora para manter as operações. Junto a isso, o tema liderança remota também não pôde mais ser negligenciado.

É claro que muitos desafios passam a fazer parte do dia a dia de quem precisa coordenar uma equipe a distância. Entretanto, algumas dicas podem ajudar a fazer essa gestão. Neste artigo, vamos explorar um pouco mais sobre como exercer a liderança remota e conseguir manter a produtividade e o engajamento dos colaboradores. Acompanhe!

Liderança remota: 4 dicas para implementar na sua gestão

É natural que líderes e gestores estejam temerosos diante do atual cenário. Depois de um início otimista em 2020, o mundo foi pego de surpresa com fechamento de fronteiras, dificuldades na importação e exportação de insumos e produtos, colapso na cadeia de suprimentos e a parada das atividades para muitos setores da indústria. Entretanto, as operações internas precisaram ser mantidas para que a retomada seja acelerada, assim que as rotinas se normalizarem.

Uma das principais preocupações com relação ao home office, segue sendo a produtividade dos colaboradores. Alguns, acostumados com um estilo de gestão mais tradicional, temem que o trabalho remoto prejudique o desempenho. Mas, a verdade é justamente oposta: é bem provável que eles produzam mais e melhor. Ao menos, é o que diz um estudo da Universidade de Stanford, que revelou um aumento de 13% no rendimento daqueles que faziam sua jornada de casa.

Abaixo, você encontra quatro pontos que devem ser seguidos para uma liderança remota eficaz.

1. Comunicação clara e constante

Mesmo com a distância física, o contato entre gestor e equipe deve ser regular e, talvez, até mais intenso. É preciso definir quais ferramentas e rotinas devem adotadas durante esse período para que a comunicação seja centralizada e sejam evitados ruídos.

Caso de sucesso: Como uma mineradora do Vale do Jequitinhonha otimizou suas operações com PETRONAS Hydraulic

Manter a rotina de reuniões e encontros ajuda os colaboradores a permanecer no ritmo. Outro ponto importante é lembrar que, atualmente, o líder é visto como um exemplo a ser seguido, não mais um mero delegador de tarefas. Portanto, tenha atenção à postura adotada durante este período.

2. Ofereça suporte ― inclusive, tecnológico

Na empresa, tudo é preparado para oferecer o que é necessário para o trabalho. Entretanto, não se pode exigir o mesmo da casa dos colaboradores. Muitos deles podem ter dificuldades no que diz respeito aos equipamentos ou, até mesmo, conexão com a internet. Os gestores devem se ater a esse ponto na hora de planejar a liderança remota e colocar os recursos da organização à disposição.

No que tange ainda ao suporte que deve ser oferecido, vale lembrar que cada um dos membros da equipe tem um nível de maturidade diferente quanto às tecnologias. Alguns podem ter dificuldades em lidar com programas específicos para a comunicação e cabe ao gestor lidar com essas diferenças, sempre tendo em mente as particularidades de cada um. Em meio a uma crise, mais importante que manter a calma, é ter resiliência para enfrentar as dificuldades que a mudança impõe.

3. Transparência acima de tudo

Se quem lidera e está por dentro de tudo que acontece na empresa já se sente inseguro com o futuro, imagine aqueles que não têm o mesmo acesso e se deparam, diariamente, com notícias sobre demissões em massa. A liderança remota vai além da simples inclusão de tecnologias na gestão de pessoas e engloba um novo modelo, inclusive, mental, de quem lidera as equipes. Assim, é papel do gestor ser transparente com todos, mantendo-os informados não apenas a respeito dos projetos, mas também das expectativas e decisões tomadas.

Com o líder assumindo um papel estratégico, auxiliando no desenvolvimento das pessoas e servindo de modelo, cada vez mais é cobrada a coerência entre o discurso e as ações. Estabeleça uma relação de confiança com os colaboradores, ao compartilhar com eles as suas visões, perspectivas e feedbacks.

4. Motive e engaje

Há poucos parágrafos, citamos que a comunicação entre o líder e a equipe deve ser até mesmo mais intensa, nesse momento de adaptação. Manter-se por perto, à disposição, é uma das formas de motivar e engajar os colaboradores. É preciso mostrar que o home office não é uma solução “tapa buracos”, que foi estabelecida apenas para não manter os funcionários inativos durante a pandemia.

As atitudes do líder, especialmente, em momentos de crise, refletem diretamente no desempenho da equipe. Um gestor inseguro, visivelmente confuso diante do novo cenário, abre espaço para a desmotivação e falta de envolvimento. Por outro lado, uma atitude confiante, aberta e motivadora, é capaz de fazer com que os esforços se unam em prol de uma resolução.A liderança remota é um ótimo exemplo de como a Indústria 4.0 vai além das ferramentas tecnológicas e vem como um novo modelo de produção, disruptivo e muito mais dinâmico. Para saber mais sobre como a nova Revolução Industrial impacta no gerenciamento das equipes, leia também o artigo Afinal, como trabalhar a gestão de pessoas na Indústria 4.0? e conheça as principais tendências desse novo cenário.

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2 Comentários

  1. Os artigos. materiais e forma de disponibilização são espetacular. Parabéns a toda a equipe pelo material disponibilizado constantemente.
    Tenho baixado e disponibilizado para meus alunos e minhas redes. (acredito que possa fazer isso…??? Disponibilizo com todos os vossos créditos, como são baixados…)
    Estes materiais tem proporcionado ideias e reflexões bem legais para complementar o que eu explano em algumas aulas ou abordagens.
    Mais uma vez parabéns!
    Muito obrigado!

    1. Olá Amauri,

      muito obrigado pelo seu feedback. Pode compartilhar nosso conteúdo sempre que quiser, pois nosso intuito é justamente disseminar o conhecimento.

      Obrigado você pelo carinho.

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