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Softwares CMMS e EAM: o que são e quais as diferenças?

Aqui no Inovação Industrial, tecnologia e manutenção são temas bastante abordados. E não é para menos: de um lado, temos as soluções que ajudam os gestores na tomada de decisão. De outro, as rotinas que são indispensáveis para manter as empresas produzindo ― e gastando ― dentro do previsto. Por isso, no artigo de hoje, trouxemos um assunto que se encaixa perfeitamente nesses dois pontos: os softwares CMMS e EAM.

Se você ainda não os conhece, continue a leitura para entender por que eles são tão importantes para a indústria. Mas se você já sabe do que se tratam, este texto poderá esclarecer uma dúvida bastante comum: qual a diferença entre eles, na prática? Acompanhe e conheça os detalhes.

O que são os softwares CMMS e EAM?

Ambos são ferramentas que atuam na gestão de manutenção, controle dos ativos e de inventário. Mas, antes de explorarmos os pontos em que esses softwares se diferenciam, é preciso entender melhor o que cada um realiza. Saber a real função, certamente, ajudará a evidenciar as distinções entre eles.

Mapeamento de processos

Saiba o que é o software EAM

Quando falamos em gestão de ativos, é bem comum isso ser associado unicamente à manutenção. Esta é, sim, uma parte crucial dessa tarefa, mas não é a única. Também devem ser observados todos os aspectos que englobam os equipamentos, desde a aquisição à venda ― ou descarte.

O software EAM (Enterprise Asset Management ou Gerenciamento de Ativos Corporativos, em português), tem a finalidade de permitir ao gestor acompanhar todo o ciclo de vida do ativo. Isso quer dizer que o programa registra os processos de manutenção, a contabilidade envolvida, gerencia a confiabilidade e os projetos que envolvem determinado equipamento. Ou seja, oferece uma visão macro que permite planejar, controlar, acompanhar e medir a planta industrial.

Conheça melhor o software CMMS

Como você viu, a manutenção é parte importante do gerenciamento dos ativos. Porém, quem atua na indústria também sabe que essa é uma tarefa que se desdobra em uma série de outros pequenos trabalhos. Planejar as intervenções, solicitar a compra de insumos, manter a documentação e os históricos atualizados sobre o desempenho do maquinário são apenas alguns.

E é para otimizar essa gestão que serve o software CMMS. A sigla se refere a Computerized Maintenance Management Systems que, em português, já dá uma boa dica do seu objetivo: Sistema de Gerenciamento de Manutenção Computadorizado. Ele oferece uma maneira simples de acompanhar os estoques, registros e ordens de serviço.

Na prática, quais são as diferenças entre eles?

A primeira grande distinção entre eles você já leu acima: enquanto o EAM oferece uma visão holística do ciclo de vida do ativo, o CMMS é centrado na gestão de manutenção. Porém, existem outras diferenças bastante práticas. Abaixo, elencamos as principais.

  • Aplicação recomendada:para aqueles que precisam de mais controle sobre a gestão da manutenção, o CMMS é a escolha ideal. Já para as indústrias que têm um uso intenso dos ativos e sentem a necessidade de controlar seu ciclo de vida têm no EAM um excelente aliado.
  • Principais funcionalidades: o CMMS é ideal para planejar as atividades de manutenção, sejam elas preventivas, preditivas, detectivas ou corretivas. O EAM, por sua vez, vai mais além. Por meio dele, é possível ter o controle das aquisições, instalações, gestão e disposição dos ativos, bem como do compliance.
  • Usuários: enquanto o EAM, por lidar com várias frentes, concede acesso a colaboradores dos setores financeiro, compliance, produção e manutenção, o CMMS foca nesses últimos dois.
Gestão da Manutenção Industrial

Com essas diferenças em mente, fica claro por que não é possível determinar qual o melhor software, uma vez que atendem demandas distintas. Desse modo, tanto um quanto o outro traz resultados facilmente perceptíveis após a implementação, como mostraremos a seguir.

Por que sua indústria precisa investir em tecnologia?

Independentemente se o EAM ou o CMMS é a escolha ideal, é importante dizer que, pelo menos um dos dois, deve ser implementado. Afinal, todos os setores da indústria lidam com ativos ― alguns bastante críticos ― e é de conhecimento geral que uma estratégia de manutenção eficiente é a melhor forma de manter a planta industrial produtiva.

Também vale ressaltar que a tecnologia já está presente no maquinário que, a cada ano, apresenta novas soluções e incrementos. Porém, adequar a indústria às últimas inovações pode ser um enorme desperdício de recursos, se não houver um estreito alinhamento entre todas as áreas da empresa.

Investir em inovações  que façam essa ponte, integrem equipes e auxiliem no planejamento e controle dos ativos é uma maneira de explorar ainda mais o potencial do maquinário. Isso porque, hoje, os setores não atuam mais de maneira isolada. Ou seja, a manutenção tem uma série de stakeholders internos que precisam estar a par do andamento dessa área. Entre eles, podemos citar o de suprimentos, responsável por cotar e realizar as compras de insumos. Este, por sua vez, tem ligação direta com o financeiro, que determina o orçamento disponível para as aquisições.

Esses exemplos, mesmo que básicos, evidenciam como a comunicação livre entre os departamentos é importante. Isso mostra que os investimentos em manutenção não podem acontecer de forma isolada, mas, sim, se estender também aos níveis gerenciais.

Leia também: Quais investimentos fazem maior diferença na manutenção?

Agora que você já compreendeu as diferenças entre o software CMMS e o EAM, entenda como implementar a digitalização de processos produtivos na indústria. Aproveite e inscreva-se também no canal exclusivo do Portal Inovação Industrial no Telegram. Lá, você fica sabendo de todas as nossas novidades e recebe insights sobre o mercado em primeira mão.

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