Estratégias de Custos

Estratégia de custos na mineração: como unir saving e performance na compra de lubrificantes?

Se existe algo comum a todos os setores industriais é a pressão por redução de custos. Na mineração, esse é um tópico bastante sensível e tem feito os gestores repensarem muitos processos, até então, consolidados. Compras, escolha dos lubrificantes, modelos de gestão e tecnologias são algumas das áreas onde foram necessárias reestruturações importantes.

E mesmo que 2021 tenha sido de recuperação ― o setor foi responsável por 80% do saldo comercial brasileiro, contra 64% em 2020, segundo o Ibram ―, buscar o saving ainda é de extrema importância. De olho nisso, muitos têm alinhado os processos que ocorrem entre as áreas de manutenção e suprimentos. Essa é uma forma de otimizar os investimentos em lubrificação e garantir uma melhor performance dos equipamentos. Neste artigo, você verá como isso acontece. Acompanhe.

Entenda como a escolha correta de lubrificantes impacta os ativos da mineração

Que os lubrificantes são indispensáveis para manter as operações, a gestão de manutenção sabe. Porém muita coisa tem evoluído no que diz respeito aos fluidos e graxas industriais. Com o avanço das tecnologias para o setor de mineração, os fornecedores desses insumos precisam se adequar. Mas não apenas aos aspectos técnicos, como também às novas necessidades do mercado.

Hoje, esses insumos ocupam um lugar estratégico nas rotinas de manutenção. Muitos deles conseguem aumentar a eficiência da operação e reduzir custos ao terem uma vida útil mais longa. Desse modo, evitam-se os gastos que a parada para relubrificação demandaria.

Contudo os ganhos indiretos precisam ser ressaltados. Veja alguns abaixo.

  • Maior vida útil dos componentes: aqui, os motores hidráulicos servem como um ótimo exemplo. A correta utilização do lubrificante impacta diretamente na preservação de peças importantes, como pistões e bielas.
  • Disponibilidade: máquina parada é sinônimo de baixa produtividade. Então, nada melhor que focar os esforços em mantê-las a postos para o trabalho. A lubrificação tem uma relação estreita com a disponibilidade dos equipamentose, consequentemente, com a produtividade.
  • Redução de custos: menos paradas para correções, certeza de que as máquinas estarão prontas para operar e gastos menores com reposições de peças. Quando a lubrificação é planejada, os esforços da equipe se traduzem em economia.

Conheça papel do setor de compras na obtenção de saving e performance

Você pode estar se perguntando qual é, então, o papel da área de suprimentos. A resposta é bastante simples: é o comprador técnico que estará “na linha de frente”, negociando a compra de lubrificantes.

O profissional de compras na mineração assumiu, nos últimos anos, uma função muito mais estratégica. Se antes ele atuava apenas como uma ponte entre os requisitantes internos e os fornecedores, agora, precisa de um alinhamento maior com os demais setores em busca de negociações vantajosas. Isso é essencial porque, por natureza, a área de compras privilegiará o menor preço. Entretanto, nem sempre essa é a melhor forma de encarar a negociação de insumos estratégicos, como os lubrificantes.

Leia também: O papel do profissional de compras na mineração

Por isso, os gestores precisam ver essa tarefa de maneira completa. Uma forma de fazer isso é estimulando a sinergia entre os setores de compras e manutenção. Assim, as cotações serão assertivas, capazes de gerar um saving ainda maior se levarmos em conta a redução de retrabalho e a diminuição do lead time gerados.

Guia: Melhores práticas da compra de lubrificantes

Veja como iniciar uma estratégia de custos com foco em saving e performance

Como você pôde perceber, o primeiro passo para alcançar a otimização de custos e a performance que o mercado da mineração exige é alinhando os setores. Porém esse é apenas um dos pontos a serem trabalhados. Confira outros na sequência.

Fortaleça a área de manutenção

Para que os profissionais possam identificar o que prejudica o desempenho do maquinário, precisam ter em mãos as ferramentas certas. E, com isso, estamos falando de tecnologia, gestão e conhecimento. Dessa forma, investir em soluções que automatizam a rotina, como as que já estão disponíveis para manutenção preditiva, é essencial. Assim como ter um calendário de paradas bem definido e oferecer treinamento e atualização aos colaboradores.

Tenha foco na previsibilidade

O conceito de lean manufacturing preza por estoques enxutos e tem sido amplamente utilizado na indústria. Mas, para que isso seja possível, deve-se ter previsibilidade. Ou seja, manutenção, compras e, eventualmente, o almoxarifado devem trabalhar juntos. Só assim dá para garantir que o fluxo de aquisições estará em consonância com as necessidades e possibilidades da empresa.

Busque por novas opções de fornecimento

Existe ainda outro elo importante na cadeia que tem ação direta nos objetivos: os fornecedores. O gerenciamento desses parceiros deve ter como foco o desenvolvimento de parcerias estratégicas, não apenas o cumprimento dos prazos. Com isso, pode-se, inclusive, acelerar os processos internos de inovação. No caso dos lubrificantes, especialistas técnicos devem estar à disposição para auxiliar na escolha dos insumos mais adequados e, junto aos colaboradores, conduzir testes de desempenho.

Infográfico Boas práticas da otimização de cotação de preços

Confira um case onde esse alinhamento levou a 2.400 horas de trabalho ininterruptos

Uma das maiores mineradoras do Brasil estava em busca do melhor lubrificante para os britadores utilizados nas suas operações. O desafio era manter a atividade em sua máxima eficiência, sem que, para isso, a vida útil dos equipamentos fosse comprometida. Mas como manter protegido do desgaste um ativo que opera sob altas cargas, exposto a ambientes empoeirados e altas temperaturas?

A resposta estava no cumprimento dos pontos que destacamos no tópico anterior. Os profissionais de manutenção identificaram essa necessidade e, junto ao setor de compras, iniciou a procura pelo fornecedor adequado. Então, a equipe técnica da PETRONAS foi acionada para mapear as principais necessidades de lubrificação. Outro ponto de atenção foi em relação à programação de paradas para manutenção, uma vez que o cronograma estipulado precisava ser seguido.

Após esse estudo preliminar, foi proposto ao cliente um teste de 2.400 horas com o PETRONAS Gear MEP 200 nas caixas de velocidade de 3 britadores, simultaneamente. Ao fim do período, amostras foram retiradas e analisadas. No laboratório, foi constatado que o lubrificante ainda preservava suas características iniciais, atendendo a todos os requisitos de desempenho. Nos equipamentos, foi possível observar a melhora no desempenho e produtividade, já que as paradas não programadas foram abolidas.

Para conhecer os detalhes do case, acesse o artigo “Como PETRONAS Gear MEP ajudou a superar condições extremas da mineração”. Aproveite e inscreva-se no canal exclusivo do Inovação Industrial no Telegram. Lá você receberá em primeira mão nossas dicas sobre lubrificação e as novidades do mercado da mineração.

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