Manutenção Industrial

Manutenção de máquinas agrícolas: 4 formas de aumentar a produtividade

A manutenção de máquinas agrícolas é um assunto recorrente aqui no Portal. E não poderia ser diferente! Afinal, esse é um segmento-chave para o país e os cuidados preventivos e preditivos são essenciais para assegurar a lucratividade. Além do mais, eles têm relação direta com a produtividade, outro assunto delicado no agronegócio. Isso porque, nesse setor, os fatores climáticos têm um peso importante nas atividades. Então, quando é hora de plantar ou colher, tanto as máquinas quanto os operadores precisam estar prontos para o trabalho.

No campo, são muitos os equipamentos e implementos necessários. Para cada um deles, uma série de intervenções é recomendada pelos fabricantes e essas particularidades devem ser respeitadas. Entretanto, existem algumas rotinas na manutenção de máquinas agrícolas que se aplicam a todas elas. E é sobre elas que falaremos hoje. Abaixo, você saberá quais são e qual a sua relação com a produtividade na lavoura. Acompanhe!

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4 cuidados na manutenção de máquinas agrícolas que refletem no rendimento do campo

Diferentemente de outros segmentos, o agronegócio não tem poder sobre a precificação dos seus produtos. Dessa forma, a lucratividade está atrelada ao custo de produção: quanto menor ele for, melhor. Porém, não é fácil conseguir isso. O maquinário, exposto às condições externas e ao regime severo de trabalho, exige investimentos. Há de se considerar também a depreciação, fator inevitável para qualquer equipamento. Ainda, existem todos os outros custos com aquisição de matérias-primas e insumos, gestão de pessoas e seguros. Ou seja, garantir a safra necessita de um bom aporte financeiro.

Assim, assegurar a disponibilidade dos ativos é fator crucial para minimizar os impactos no orçamento. Afinal, uma máquina parada, além dos gastos envolvidos em torná-la apta para o trabalho novamente, significa um desfalque importante no cronograma de plantio ou colheita.

1. Verificações diárias

As rotinas de manutenção de máquinas agrícolas não se resumem às inspeções programadas. Na verdade, elas devem fazer parte do dia a dia de todos aqueles que interagem com os equipamentos. Como é o caso dos cuidados com a limpeza e conservação. As condições às quais esses ativos estão expostos (poeira, chuva, contato direto com a terra e a cultura) podem ser a causa raiz de muitas falhas. O acúmulo de sujeira na parte externa dos radiadores, por exemplo, pode impedir o resfriamento da água, fazendo com que o motor ferva. Os gastos consequentes disso, como você pode imaginar, são altíssimos.

No agronegócio, outros pontos também exigem atenção constante. Borrachas e componentes elétricos, por estarem expostos às adversidades envolvidas no campo, podem ser seriamente danificados. Portanto, essas verificações constantes são fundamentais para detectar pequenos problemas que só seriam percebidos no momento em que o ativo apresentasse sinais mais comprometedores.

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2. Envolvimento dos operadores

Todos os segmentos da indústria têm buscado formas de alinhar os setores internos. No agronegócio, não é diferente, uma vez que isso otimiza os trabalhos. Os operadores aprendem a identificar problemas e realizar as rotinas diárias de cuidados. O setor de suprimentos, por sua vez, entende a necessidade de determinadas especificações técnicas e, assim, consegue pleitear as melhores opções com fornecedores. Enfim, com o compartilhamento de informações, todo o processo interno se torna mais ágil e coeso. O que acarreta, claro, no ganho de produtividade.

Por isso, o treinamento de todos os profissionais é essencial. Muitos agricultores já têm colocado isso em prática e aproveitado a entressafra para fomentar o aprimoramento do quadro. Nesse sentido, os fornecedores de insumos podem ser excelentes parceiros. A PETRONAS Lubricants Internacional, por exemplo, ministra diversos cursos com os envolvidos nas rotinas de lubrificação, não apenas direta, como também indiretamente. Afinal, é importante que todos tenham conhecimento acerca dos produtos utilizados. Assim, os treinamentos englobam não apenas a equipe de manutenção, mas os colaboradores que interagem diariamente com as máquinas e os responsáveis pela compra dos insumos e setor financeiro.

3. Logística também deve ser considerada

A manutenção de máquinas agrícolas precisa de insumos disponíveis para ser realizada, certo? Dessa forma, manter uma boa logística agroindustrial é fundamental para que os calendários do campo sejam cumpridos. Porém, em um país de dimensões continentais, nem sempre isso é fácil. Especialmente para o agro, que fica, normalmente, em regiões mais afastadas e de difícil acesso. Outro ponto que torna a logística ainda mais delicada é a dependência de insumos importados. Em 2020, isso custou, inclusive, a safra de alguns.

Em conversa com o Portal Inovação Industrial, o gerente comercial da PETRONAS, Frederico Figueira, explicou a relação entre a área de suprimentos e a produtividade. Por ser um setor que depende de condições específicas, tanto para o plantio quanto para a colheita, é preciso que o trabalho inicie assim que houver oportunidade. “Não aproveitar essa janela de plantio, seja pela falta de insumos ou por conta da indisponibilidade das máquinas, significa perder quase um ano de trabalho. Ou seja, na hora em que houver chance, é preciso aproveitar o mais rápido possível”, explica o especialista.

4. Institua uma metodologia de manutenção

As recomendações de manutenção vêm evoluindo com o passar do tempo ― e também devido à tecnologia embarcada nos equipamentos. Porém, não é apenas no aspecto mecânico que as transformações vêm ocorrendo. No que tange ao planejamento e aos métodos também existem novidades. Mas vale ressaltar que tão importante quanto buscar uma metodologia é reconhecer as particularidades do seu negócio. Considerar a estrutura disponível para a realização dessas atividades é fundamental para que qualquer plano de conservação seja eficaz.

No agronegócio, três modalidades de manutenção se destacam.Veja abaixo.

  • Manutenção para alta disponibilidade: propõe que os ativos trabalhem em turnos que possibilitem a parada das máquinas por algumas horas por dia (4h costuma ser o tempo mais comum de ser dedicado a essa atividade). Assim, os equipamentos estão sempre prontos para o próximo operador.
  • Sistema SRS: o Smart Repair System tem um funcionamento que se assemelha ao pit stop da Fórmula 1. Nele, ao entrar em manutenção, a colhedora tem suas peças trocadas, não reparadas. Assim, pode voltar quase que imediatamente ao campo.
  • Manutenção linear: cerca de 10% da frota deve ficar em manutenção permanente, que costuma ocorrer a cada 30 dias. Após esse percentual ser liberado, novas máquinas entram nos boxes para reparos.

Agora que você já sabe como a manutenção de máquinas agrícolas está ligada à produtividade, veja como a tecnologia também contribui para assegurar a lucratividade do campo. No artigo Como pesquisa e tecnologia em lubrificação podem garantir sucesso no agronegócio? você confere os detalhes. Aproveite e inscreva-se no canal exclusivo do Portal Inovação Industrial para receber nossas novidades em primeira mão!

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